quinta-feira, 30 de julho de 2020

Las Historias - Las Historias (Full Album 2020)



As terras
O que tinha nos olhos eram mares,
verdes, e florestas, terras de uma imagem distorcida e pouco acabada de sonhos
em corredeira de ilusões.
Prescindia os claustros nefastos de
uma época de distantes castelos, a mesma época em que se levantavam nos altos
cumes os mosteiros da separação, da distância da realidade, onde se podia fazer
o mundo a sua maneiro como em belos quadros.
Paisagens que se elucubravam nas
neblinas, travessias por trilhas, onde motos equipadas percorriam velozes
esquecendo o passado por seus motores quentes e barulhentos.
Além das aves que sobrevoam os
desertos verdes, e as grandes arvores e fazendo ninhos em seus topos, dando
minhocas e restos aos seus filhotes, carcaças de bichos, insetos, frutas. E os
ventos ruindo os galhos, soprando entre nos ramos, as vezes com beleza, as
vezes com violência tempestuosa.
E que sopram também nos rios e lagos,
fazendo caminhos entre ai paragens bucólicas, travessias feitas pelos sopros
dos céus, levando nuvens pelo espelho da agua, levando para algum lugar difícil
de imaginar quando se está de cabeça para baixo olhando o espelho do lago.
As montanhas assim no espelho se
mechem, não são as mesmas concretas que conhecemos, elas se desfazem e refazem
novamente, nunca se esquecendo de como eram. No concreto ou no abstrato as
montanhas são montanhas sempre.
As terras desertas abrigam gentes do
deserto, as terras das florestas abrigam gente das florestas, e assim é a
logica para quem vive na cidade e no campo, no esgoto ou nos prédios. Gente e
animais também, ocupando lugares secretos ou revelados pela caminho e trilhas
que se traçam.
Seguem solitários os que sonham por esses
lugares distantes, mas perto em sua ingênua imaginação. Como saber tudo
afinal? Como descobrir que tudo é real se forjaram imagens, expressões em
quadros que levam o ser ao sublime encontro com a contemplação das terras.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A cultura perdida Nada mais faz sentido Nada? Como nada? Existia algo no nada que um dia fez sentido? Sim, sempre, o nada não é uma ilusão, é uma verdade, um ente na escuridão, o ente no vazio, o nada é uma luz que não ilumina, uma sombra que nas trevas não escurece. O nada era uma razão para seguir preenchendo os espaços. E a cultura? Ela virou nada, um lugar para se abandonar no tempo, um espaço para se esquecer a longo prazo. O ser desfaz a cultura ela se separa e se separa até poder ser nada. E quando ser nada ela deixa de ser cultura e torna-se apenas decadência, ou um passado distante, que pode ser obliterado pelas diversas forças em decadência. Como? Quando uma cultura é criada ela precisa sobreviver as tantas outras que com ela estão no espaço. Uma cultura que se expõe, mas e se adere ao seu tempo e a sua sociedade permanece. Mas a outra cultura resiste na sua manutenção de forma obscura. De forma onde a decadência e o passar se dilatam com a realidade fazendo o sentido de aquilo ser uma função para o nada e para o esquecimento, mesmo que seja ainda entendido. Como isso pode acontecer? A resposta está na importância dada. Tem que pensar no valor que aquilo herda. Se ele herda entendimento e inteligência e não apenas isso, ele herda uma compreensão que torna a sabedoria algo palpável, somado a criatividade da sua espontaneidade ela se regenera e se propõe continua. De outra forma ela é observada como algo para ser abandonado na medida em que outras culturas se apresentam. Quando existe uma persistência na cultura é necessário também que aja uma imagem de sua importância. Uma representação física, abstrata, subjetiva que demonstrem o seu valor histórico para a dimensão da experiência humana. Assim a cultura morre ou sobrevive. Mas e a cultura perdida? Esta é aquela cultura que foi esquecida e que está agora num lugar abandonada. Pode ser qualquer cultura do passado, qualquer arte, qualquer expressão, qualquer mito, lenda, história. A história também é uma cultura e está deveria enlevar as ações e métodos, técnicas e artes do passado, principalmente aquelas culturas da vida humana primitiva, do modo de pensar artesanal, de fazer artesanal não apenas isso, mas sobre tudo aquilo está no passado sendo revisto com saudosismo e esperança, por que as ações humanas e suas invenções seria bom que não fossem esquecidas e sim estimuladas a serem lembradas por que são saberes que compõem história da humanidade.

sábado, 18 de julho de 2020

Liberdade é cara? Não é de graça, é uma escolha, uma opção de decidir o que deve ser feito por livre escolha de boa ou má vontade. A liberdade começa como condição herdada no nascimento, e daí para escolhas que sua vontade ira encaminhar. Mas na infância todos somos dependentes. Mas não exatamente, mesmo nessas condições infantis de nubente da existência ainda assim aprendemos como saber o que ruim a si, coisas que somente a experiência pode proporcionar. Inevitavelmente incorremos em erros, ferimentos, fraturas, dores mentais e físicas, acontecem. Mas nos servem como lições para evitar ou agir de uma forma correta. E são esses mesmos eventos que nos dão demonstração da dureza que a realidade nos proporciona e dependendo das reflexões herdadas pode se controlar o acaso. Assim a natureza nos dita suas regras, somos aconselhados por ela e pela história de nossa sobrevivência herdada por nossos antepassados ou aprendida no decorrer da existência. A liberdade também nos é cara. Aprendemos a respeitar e reconhecer nossos limites. E pensar para agir da melhor forma, ou para evitar piores danos, vivemos para ser livres, sobreviver, e ter prazer, ter paz no caminho. Mas as adversidades também acontecem, e para elas a liberdade para agir com sabedoria ou arcar com as consequências dos equívocos. É preciso atenção, como na infância. A liberdade é cara por que nos foi herdada, mas herdade se nos é intrínseca? É um paradoxo criado por selvagens, é nos necessário também lutar por ela, cantar, escrever, poetizar, argumentar para que ela não seja apenas algo abstrato passível de ser esquecida, que o que fazem aqueles que veem nelas riscos a suas pretensões controladores. Antes de nos tantos outros a conquistaram. E refletiram enquanto um mundo de crimes contra ela era perpetrado, instituições sociais e instituições mitológicas que nos grassavam o desejo de nos expressar e pensar, agir e aprender com sabedoria. E por herdarmos um símbolo da natureza, um sinal que nos motiva a agir com livre e espontânea vontade, e que nos ensina e entender o universo sabendo de suas causas e consequências. Ela se tornou cara, nossas escolhas são caras e podem ser fatais. Seja responsável. Podia ser que fossemos criados sob o manto falso da obediência cega. Mas logo observaríamos a violência e a pomposidade daqueles que mandam, iriamos presenciar a agressão àqueles que se opõem ao controle estabelecido, pessoas que simplesmente desejam ser e ter algo nos seus limites entendidos com outros, pessoas que almejam somente uma causa, a liberdade de terem um lugar, sua propriedade e como defendê-la, e ter também a liberdade de fazer o que se desejar sem ter que violentar ou agredir outros. Para se estabelecer a paz. Inevitavelmente é preciso se armar, não somente com armas físicas, mas com palavras, com ideias realistas bem fundamentadas, bem argumentadas, para que não aja meios para interpretações falseadas da liberdade, como por exemplo, segurança. A verdade é que no âmbito das inteligências humanas, foram forjadas no arroubo das reflexões sobre o indivíduo e a sociedade sentidos que logravam um falso entender de que dependemos estritamente da existência coletiva. E essa percepção filosófica advoga o coletivo imperativo e que abstrai perfeitamente o senso comum sobre as eventualidades que a realidade e suas eventualidades naturais proporcionam. E para melhor fazer se entender por todos foram se elaboradas instituições que consolidassem um valor coletivo através de órgãos que transcendessem o indivíduo para o coletivo. Logrando cartas e selos, símbolos de organizações que respondessem por todos. Ignorando por sua vez as manifestações individuais e particulares das sociedades. Ignorando, vilipendiando qualquer ideia que não estivesse de acordo com o controle do senso comum estabelecido por uma ordem que se auto outorga a melhor para compreender os fatos. Como confia em algo que não está diretamente ligado a causa mas forja suposições limitadas do fato, moldado ao seu bel prazer e ditando regras estritas ao seu círculo a todos e que ignora manifestações individuais de inteligência somente por que são percepções direcionadas por reflexões diferenciadas da proposta comum. É necessário lembrar que é o indivíduo em liberdade que logra uma compreensão da realidade exclusiva do seu entendimento, assim também como é quem forja na natureza caminhos que melhor o liguem a algum campo da inteligência ainda a se conhecer e que é a sociedade que se aproveita desses novos saberes. A sociedade liberta de amarras coletivas é que tende a ser propensa a criar pessoas inteligentes e dispostas para desenvolver, criar, inventar meios para melhor compreensão e ação das atividades humanas. Uma sociedade livre da catequese da submissão coletivista herda aos seus indivíduos motivações para agirem de forma responsável e livre. Assim como também desenvolve nos indivíduos a coragem para enfrentar os riscos que seus desejos impõem. E o ser oprimido mesmo em dificuldade devida a sua condição almeja ser livre para pensar, agir, e buscar alcançar melhoras para sua condição. Barganhando sua inteligência ou agindo em troca de algo bom para si e sua sociedade. Nesta dimensão do saber a prioridade é o indivíduo que por sua vez colabora com seus próximos. Nunca corrente de inteligências que elevam o conhecimento e o saber, que por sua vez proporciona métodos e técnicas para emancipação individual cuja a sociedade ira se beneficiar. A liberdade nos é cara, e somos responsáveis por ela quando coletivos a desejam deteriorada em nome de alguma ideia justiceira. Tempo destruído A frugalidade destrói o tempo e seus monte de coisas sabias, destrói a criação e o tempo da criação. O tempo de desenvolvimento. A frugalidade é aquilo que passa rápido e com significados dispersos e destoantes. Um momento fugaz da existência. Pode ser que aja alguma essência algo interessante. Por exemplo, a dor, muitas pessoas não querem sentir dor constantes e por isso pedem para que a dor passe ou acabe, pedem remédios, pedem métodos para que a dor seja imiscuída, e terminada. Claro, não se trata aqui de pessoas masoquistas que adoram levar umas porradas. Mas a frugalidade é aquela passagem momentânea cheia de êxtase, aquele momento chocante. Mas imagina que houvesse uma droga que te proporcionasse essa adrenalina momentânea, do jeito e da forma como deseja. Já foi pensado isso numa obra clássica, “admirável mundo novo” de Huxley existia a soma. Se você está triste tome soma, se esta preguiçosa, tome soma, tome soma para quando quiser se livrar de ideais ruins, na dúvida tome soma. Assim também é a cultura da velocidade e do frugal. Da aceleração. Do modo de viver a consumir tudo sem pensar. De destruir o pensamento e a reflexão.