Liberdade é cara?
Não é de graça, é uma escolha, uma opção de decidir o que deve ser feito por livre escolha de boa ou má vontade. A liberdade começa como condição herdada no nascimento, e daí para escolhas que sua vontade ira encaminhar.
Mas na infância todos somos dependentes. Mas não exatamente, mesmo nessas condições infantis de nubente da existência ainda assim aprendemos como saber o que ruim a si, coisas que somente a experiência pode proporcionar. Inevitavelmente incorremos em erros, ferimentos, fraturas, dores mentais e físicas, acontecem. Mas nos servem como lições para evitar ou agir de uma forma correta. E são esses mesmos eventos que nos dão demonstração da dureza que a realidade nos proporciona e dependendo das reflexões herdadas pode se controlar o acaso.
Assim a natureza nos dita suas regras, somos aconselhados por ela e pela história de nossa sobrevivência herdada por nossos antepassados ou aprendida no decorrer da existência.
A liberdade também nos é cara. Aprendemos a respeitar e reconhecer nossos limites. E pensar para agir da melhor forma, ou para evitar piores danos, vivemos para ser livres, sobreviver, e ter prazer, ter paz no caminho. Mas as adversidades também acontecem, e para elas a liberdade para agir com sabedoria ou arcar com as consequências dos equívocos. É preciso atenção, como na infância.
A liberdade é cara por que nos foi herdada, mas herdade se nos é intrínseca? É um paradoxo criado por selvagens, é nos necessário também lutar por ela, cantar, escrever, poetizar, argumentar para que ela não seja apenas algo abstrato passível de ser esquecida, que o que fazem aqueles que veem nelas riscos a suas pretensões controladores. Antes de nos tantos outros a conquistaram. E refletiram enquanto um mundo de crimes contra ela era perpetrado, instituições sociais e instituições mitológicas que nos grassavam o desejo de nos expressar e pensar, agir e aprender com sabedoria.
E por herdarmos um símbolo da natureza, um sinal que nos motiva a agir com livre e espontânea vontade, e que nos ensina e entender o universo sabendo de suas causas e consequências. Ela se tornou cara, nossas escolhas são caras e podem ser fatais. Seja responsável.
Podia ser que fossemos criados sob o manto falso da obediência cega. Mas logo observaríamos a violência e a pomposidade daqueles que mandam, iriamos presenciar a agressão àqueles que se opõem ao controle estabelecido, pessoas que simplesmente desejam ser e ter algo nos seus limites entendidos com outros, pessoas que almejam somente uma causa, a liberdade de terem um lugar, sua propriedade e como defendê-la, e ter também a liberdade de fazer o que se desejar sem ter que violentar ou agredir outros. Para se estabelecer a paz. Inevitavelmente é preciso se armar, não somente com armas físicas, mas com palavras, com ideias realistas bem fundamentadas, bem argumentadas, para que não aja meios para interpretações falseadas da liberdade, como por exemplo, segurança.
A verdade é que no âmbito das inteligências humanas, foram forjadas no arroubo das reflexões sobre o indivíduo e a sociedade sentidos que logravam um falso entender de que dependemos estritamente da existência coletiva. E essa percepção filosófica advoga o coletivo imperativo e que abstrai perfeitamente o senso comum sobre as eventualidades que a realidade e suas eventualidades naturais proporcionam. E para melhor fazer se entender por todos foram se elaboradas instituições que consolidassem um valor coletivo através de órgãos que transcendessem o indivíduo para o coletivo. Logrando cartas e selos, símbolos de organizações que respondessem por todos. Ignorando por sua vez as manifestações individuais e particulares das sociedades. Ignorando, vilipendiando qualquer ideia que não estivesse de acordo com o controle do senso comum estabelecido por uma ordem que se auto outorga a melhor para compreender os fatos.
Como confia em algo que não está diretamente ligado a causa mas forja suposições limitadas do fato, moldado ao seu bel prazer e ditando regras estritas ao seu círculo a todos e que ignora manifestações individuais de inteligência somente por que são percepções direcionadas por reflexões diferenciadas da proposta comum.
É necessário lembrar que é o indivíduo em liberdade que logra uma compreensão da realidade exclusiva do seu entendimento, assim também como é quem forja na natureza caminhos que melhor o liguem a algum campo da inteligência ainda a se conhecer e que é a sociedade que se aproveita desses novos saberes. A sociedade liberta de amarras coletivas é que tende a ser propensa a criar pessoas inteligentes e dispostas para desenvolver, criar, inventar meios para melhor compreensão e ação das atividades humanas. Uma sociedade livre da catequese da submissão coletivista herda aos seus indivíduos motivações para agirem de forma responsável e livre. Assim como também desenvolve nos indivíduos a coragem para enfrentar os riscos que seus desejos impõem.
E o ser oprimido mesmo em dificuldade devida a sua condição almeja ser livre para pensar, agir, e buscar alcançar melhoras para sua condição. Barganhando sua inteligência ou agindo em troca de algo bom para si e sua sociedade. Nesta dimensão do saber a prioridade é o indivíduo que por sua vez colabora com seus próximos. Nunca corrente de inteligências que elevam o conhecimento e o saber, que por sua vez proporciona métodos e técnicas para emancipação individual cuja a sociedade ira se beneficiar.
A liberdade nos é cara, e somos responsáveis por ela quando coletivos a desejam deteriorada em nome de alguma ideia justiceira.
Tempo destruído
A frugalidade destrói o tempo e seus monte de coisas sabias, destrói a criação e o tempo da criação. O tempo de desenvolvimento. A frugalidade é aquilo que passa rápido e com significados dispersos e destoantes. Um momento fugaz da existência. Pode ser que aja alguma essência algo interessante. Por exemplo, a dor, muitas pessoas não querem sentir dor constantes e por isso pedem para que a dor passe ou acabe, pedem remédios, pedem métodos para que a dor seja imiscuída, e terminada. Claro, não se trata aqui de pessoas masoquistas que adoram levar umas porradas.
Mas a frugalidade é aquela passagem momentânea cheia de êxtase, aquele momento chocante. Mas imagina que houvesse uma droga que te proporcionasse essa adrenalina momentânea, do jeito e da forma como deseja. Já foi pensado isso numa obra clássica, “admirável mundo novo” de Huxley existia a soma. Se você está triste tome soma, se esta preguiçosa, tome soma, tome soma para quando quiser se livrar de ideais ruins, na dúvida tome soma.
Assim também é a cultura da velocidade e do frugal. Da aceleração. Do modo de viver a consumir tudo sem pensar. De destruir o pensamento e a reflexão.