quinta-feira, 29 de agosto de 2019


 

Jaze solitário

Perdidos sem alma da rua que traçam

Caminham nas sombras buscando a luz retalhada

O que vier o espectro do rato

Vira o sonho no cadafalso

Se encontrar um mar azul

Não terá luz para comtemplar

 

Deitou na beira do rio

Era escuro o dia que adveio

Que noite boas agradeceu

O fim que nunca vinha era um alento

Se amar era estar vulnerável

Aos mitos da paz que o paraíso te herdara

Que vejam o retumbante som

De trombetas divinas da escuridão

 

Nunca conhecera alguém em sua mesa

Mesa de bar de bebedeiras

Ela vinha e tirava seu tempo

Sumia e no outro dia trazia um pedaço do bolo

Que sua mãe fez

 

Quando acordou de uma noite de doses de whisky

Sabia que tinha um tempo a mais de vida

Acreditava nos olhos que via

No som que trazia

Que lembrava de onde vinha

A presença calma de uma mulher doce e macia

Um anjo, ou deusa como queria

Para acalentar o ser afastado do universo material que ali se consumia

 

Era o mesmo de eternos paraísos

Antes de que a guerra o confundisse

Antes que não houvesse nada próximo

Que o retirasse as esperanças do novo amanhã.