Jaze solitário
Perdidos sem alma da rua que traçam
Caminham nas sombras buscando a luz retalhada
O que vier o espectro do rato
Vira o sonho no cadafalso
Se encontrar um mar azul
Não terá luz para comtemplar
Deitou na beira do rio
Era escuro o dia que adveio
Que noite boas agradeceu
O fim que nunca vinha era um alento
Se amar era estar vulnerável
Aos mitos da paz que o paraíso te herdara
Que vejam o retumbante som
De trombetas divinas da escuridão
Nunca conhecera alguém em sua mesa
Mesa de bar de bebedeiras
Ela vinha e tirava seu tempo
Sumia e no outro dia trazia um pedaço do bolo
Que sua mãe fez
Quando acordou de uma noite de doses de whisky
Sabia que tinha um tempo a mais de vida
Acreditava nos olhos que via
No som que trazia
Que lembrava de onde vinha
A presença calma de uma mulher doce e macia
Um anjo, ou deusa como queria
Para acalentar o ser afastado do universo material que ali
se consumia
Era o mesmo de eternos paraísos
Antes de que a guerra o confundisse
Antes que não houvesse nada próximo
Que o retirasse as esperanças do novo amanhã.
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