quarta-feira, 8 de janeiro de 2020


o sol da manhã
depois da chuva
cantava na luz
e as vestes que cobria
os passos da tristeza
o sorriso da perdida

como olhar para o céu
e ver a terra
se desfazendo
mesmo que faça
a parte de qualquer pedra
e ainda assim caia
e festejava 
o que existia

até nesta tarde
ver a natureza bela
arco íris
na montanha uma casa aconchegante
um nome do passado
se mudar para nunca mais voltar
mais ser a mesma 
que muito tempo já passou

repetir como a um cego
a mensagem da mentira
enganar a si
por que não sabia
achar verdade aquilo
que pouco se sabe
mesmo que ensinada
em alguma faculdade

a fabrica veio
e se impregnou nesta sala
onde a mente se condiciona
a ser o ápice da instrumentalização
ser um peça
de reposição
para fazer a diferença
acreditar
que criar é a arte 
que salva a vida em momentos particulares

em salas e aberta
a possibilidade
a mentes encantadas
mas
o corpo cresce e esquece
tudo aquilo que aprendeu

por que para alguns
nada daquilo valeu
era só um momento
de descontração
para passar o tempo
bater o ponto
e sorrir
e esquecer 
  

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