segunda-feira, 30 de março de 2020


Luzes da maquina

 

Seus reluzentes brilhos

Na madrugada reluziam a angustia mortal

Do frio do seu metal

A dor da sua queda na carne viva do humano

Que se doía ao carregar seu brilho pesado

As correntes que era leve e que agora pesadas o desgraçavam

A máquina pesada e cromada de prata reluz

A dor do humano sangrando enquanto carrega buscando a paz

a vida humana é cinza mas não apaga a luz led da máquina que sempre pisca

Quem diria que a sua força seria teria o sacrifício humano como mola

Disseram no passado que um dia seria livre pela fonte infinita e fria do metal brilhando

Mas o manto agora cobria o robô deformado da forma humana descaída que não mais sentia

Que apenas observava no monóculo escuro a miséria do escravo ser

Que um dia foi seu amo agora era o seu escravo

O humano decadente está morrendo por causa da máquina que um dia salvou

Com a técnica que a miséria e sua estupidez o deformou

O nome deixou
Nas estrelas a nuvem poeirenta
A sua primeira luz cândida que fulgura
 
Onda de cascatas de vidros espelhados partidos
E mil pedaços e mais um
Cada sombra que conquistava com seus reflexos
Era uma nos sublimes vagalhões
Onde o cristal se derretia
Onde as manchas de luzes se desfaziam
Com o tempo em sua sina
Querer o mar contigo se aproximar
Que o beijar das ondas poderia somar
A cada fagulha de chama da alma
Com a verdade brilhando na sombra
E as crateras escuras deixando os olhos cegos
Com sua imensidão