Enfim, tinha chegado a hora de não aceitar mais o discurso
que se havia instalada nas mentes muito antes de tudo começar. não haveria
qualquer possibilidade clara que se supusesse e interessante aos rumos que a
ironia parda se abstivesse.
Quando deixada ao encanto fragmentário da realidade se
subjugada era apreendida e contida ao mesmo tempo que sua indecisão e relação com
tempo. Nada havia que comportasse e declarasse valido e interessante a queda da
sua proporcionalidade.
Quando se absteve da razão sua inteligência se apaixonou por
receios perdidos. Era o fim próximo mais ao mesmo tempo uma suposta eternidade
se exauria e se mantinha. O que era afina essa lacuna, esses empuxos da virtualidade.
Era o fim e a presença. Um tempo de clareza e sabedoria descarregada de
nobreza. Seus sentidos claros e fundamentais razão de ser e de destruir o mundo
e o universo a que pertencia.
Saber que tinha suas armas na mão e que não se interessava
sequer em usa-las para bem ou para o mal de sua rigidez falha. O que havia nos
sentidos dela era sua impetuosidade para desmascarar a si o resto que haveria
de se promover nas suas ambições.
Ele desfez de sua tentativa de seguir rijo ao efeito da situação
que se predizia volúvel. Tudo então se abstinha de sentido. Deixava que suas intenções
se assemelhassem a passagem que descaracteriza a existência a muito difundida
por seus sentimentos.
Tudo porem ao qual se arraigava de ânsias costumeiras, mais
incessantes de tal forma que não tinha como segurar o pensamento que se
instalava na mente. Era uma desgraça de fato, conviver por muitos anos com o vício
e por acaso tentar se destituir desses apanágios de defeitos apaziguadores do caráter
letárgico.
E quando tentava algo novo sua mente já corrompida pela
ansiedade do tempo o desestimulava a desentender tudo aquilo que tinha apreendido
com livros e leituras. Nada agora tinha sentido e quando tinham suas ideias
logo o tentava dissimular a realidade que pertencia. A derrota iminente e
sempre presente o conduzia a fracassos incessantes. E não tinha para onde ir. A
não ser para dentro de si a sentir a dor do coração a muito em pedaços por
todas as mentiras, vícios, drogas, álcool e paixões.
A vida para ambos era uma luta sem campo de guerra visível. Era
a angustia interminável e os destaques do sonho ainda sentiam como se fosse a saída
plausível.
O desencanto para ele era viável. Por ter perdido boa parte
da vida se abandonando por ilusões fracassadas. Quando olha o horizonte o
deslumbre de antes não comporta mais com tanta alegria de antes. O descaso por
seus sentimentos as vezes frios e insípidos.
Algumas vezes havia uma ação peculiar de suas razões. Um sentimento
de gratidão frágil ensaiava no coração o sentimento de que ainda que estivesse descaído
poderia ser uma saída sutil de sua situação. A realidade demonstrava nesses
pequenos fatos que ainda haveria resquícios de existência. E que poderia levar
a grandeza da alma a muito tempo perdida.
Ela sua alma supostamente gêmea. Sofria igualmente. Mais o
sentimento de resistência inerente a sua presença era real. E ainda podia
observar a decadência de seu consorte. E não cair na desgraça que ele padecia
com a mente em decadência e o corpo que suportava a inspiração divina que ela
lhe proporcionava.
