terça-feira, 30 de abril de 2019


Enfim, tinha chegado a hora de não aceitar mais o discurso que se havia instalada nas mentes muito antes de tudo começar. não haveria qualquer possibilidade clara que se supusesse e interessante aos rumos que a ironia parda se abstivesse.

Quando deixada ao encanto fragmentário da realidade se subjugada era apreendida e contida ao mesmo tempo que sua indecisão e relação com tempo. Nada havia que comportasse e declarasse valido e interessante a queda da sua proporcionalidade.

Quando se absteve da razão sua inteligência se apaixonou por receios perdidos. Era o fim próximo mais ao mesmo tempo uma suposta eternidade se exauria e se mantinha. O que era afina essa lacuna, esses empuxos da virtualidade. Era o fim e a presença. Um tempo de clareza e sabedoria descarregada de nobreza. Seus sentidos claros e fundamentais razão de ser e de destruir o mundo e o universo a que pertencia.

Saber que tinha suas armas na mão e que não se interessava sequer em usa-las para bem ou para o mal de sua rigidez falha. O que havia nos sentidos dela era sua impetuosidade para desmascarar a si o resto que haveria de se promover nas suas ambições.

Ele desfez de sua tentativa de seguir rijo ao efeito da situação que se predizia volúvel. Tudo então se abstinha de sentido. Deixava que suas intenções se assemelhassem a passagem que descaracteriza a existência a muito difundida por seus sentimentos.

Tudo porem ao qual se arraigava de ânsias costumeiras, mais incessantes de tal forma que não tinha como segurar o pensamento que se instalava na mente. Era uma desgraça de fato, conviver por muitos anos com o vício e por acaso tentar se destituir desses apanágios de defeitos apaziguadores do caráter letárgico.

E quando tentava algo novo sua mente já corrompida pela ansiedade do tempo o desestimulava a desentender tudo aquilo que tinha apreendido com livros e leituras. Nada agora tinha sentido e quando tinham suas ideias logo o tentava dissimular a realidade que pertencia. A derrota iminente e sempre presente o conduzia a fracassos incessantes. E não tinha para onde ir. A não ser para dentro de si a sentir a dor do coração a muito em pedaços por todas as mentiras, vícios, drogas, álcool e paixões.

A vida para ambos era uma luta sem campo de guerra visível. Era a angustia interminável e os destaques do sonho ainda sentiam como se fosse a saída plausível.

O desencanto para ele era viável. Por ter perdido boa parte da vida se abandonando por ilusões fracassadas. Quando olha o horizonte o deslumbre de antes não comporta mais com tanta alegria de antes. O descaso por seus sentimentos as vezes frios e insípidos.

Algumas vezes havia uma ação peculiar de suas razões. Um sentimento de gratidão frágil ensaiava no coração o sentimento de que ainda que estivesse descaído poderia ser uma saída sutil de sua situação. A realidade demonstrava nesses pequenos fatos que ainda haveria resquícios de existência. E que poderia levar a grandeza da alma a muito tempo perdida.

Ela sua alma supostamente gêmea. Sofria igualmente. Mais o sentimento de resistência inerente a sua presença era real. E ainda podia observar a decadência de seu consorte. E não cair na desgraça que ele padecia com a mente em decadência e o corpo que suportava a inspiração divina que ela lhe proporcionava.   

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