O quadro que se desenhou
Aqui nessas terras muito já fez e já produz, ainda temos
qualidade de vida excelentes. As coisas podem ser assim meio caras, porem sempre
se dá um jeito para melhorar as compras. Mas as coisas materiais da vida nessas
terras não são suficientes para explicar a falta de espirito que lhe dera.
Muito já havia de ter dito sobre exceção da alma. Não a alma
e nem espirito nessas dimensões. Como dizem isso são apenas criações demarcadas
de furor religioso. Nada impede um desejo por outro desejo a não ser a fantasia
extenuante e que descarrega seus apetrechos epistêmicos no desvairo da
incompreensão. Não se quer. Quer apernas a sensação, afinal para muitos ou
poucos, as coisas podem acontecer, dependendo relevância pessoal ser elas podem
obtidas, dependendo do grau de anseio são conquistadas.
Acontece que a história tem um papel de relevância impar na
construção do saber formal. Quero dizer sobre algumas coisas que não são bem
assim formais, o teor dessas ideias é muito mais divagador. Mas são exteriores
ou melhor tem flashes com o universo em volta nesse lugar.
A muito somos expostos a uma cultura plasmada no amago mais
que não se substancia a ponto de serem intrínsecos. São fulgores passados em
memorias e literaturas, mídias, musica, estética. Me refiro a cultura da
violência, uma cultura associada a ira natural, aquele que ocorre com a
insatisfação e subitamente torna tudo repentino e agressivo furioso.
Mas não é isso é algo mais e não muito palpável. Ele é
sentido no peito e as vezes na consciência.
Porem também não é sentido. É um sonho maquiavélico e perturbador. Uma
agonia que se alastra com sorrisos e trabalhos concedentes.
O que afinal permanece nas mentes que condizem com o caos
disseminado. Que violência se supera e se integra ao devir histórico e
diletante e que ocupa o cargo de entusiasmo de desejos por reivindicar decisões
por outros.
Muitos feridos de ambos os lados, não restam dúvidas.
Feridos na pele e na alma. Em seus espíritos, e a angustia sobressalente, quanto
a resposta obvias não são entendidas. O que afinal move a percepção de que é
assim e como poderia mudar.
Desde tempos, e décadas, um apreço pelo errôneo. Um discurso
sobre o escancarar da moral, onde não a lugar para a moralidade. Um espaço de
linhas finas que se emaranham no entendimento de que algo possa ser entendido
com facilidade e compreensão necessárias a interpretação justa da realidade.
Quando não se apega ao sentimentalismo vago, a razão delibera princípios que
busca a verdade. Mais o que ocorre não é exatamente isso. É algo pior, mas, no
entanto, comum, algo diletante que advoga sobre anseios românticos a veracidade
dentro do sentimento. E isso é plástico e histriônico. Volúvel ou maleável.
Passível das contradições por ser a própria contradição dando lugar a negação
ao mesmo tempo que postula mensagens de sanidade deglutidas como esteio
superficial de um mar morto de feridos e escorraçados.
É visível a apreciação descompromissada. O lamento dos
perdidos não vos alcança. O mundo é injusto e frugal. A partilha é involuntária
e necessária, sobejam os desapropriados da razão, não por que vos falta. Mas
por que lhe retiraram o poder para telas. Mas veja só, não está tudo perdido.
Está tudo delimitado segundo regras progressivas e caóticas. Desde as estancias
mais distantes do entendimento social. As mais baixas casas de pau a pique,
passando por casa comuns. O sentimento é imperativo mais não é dominante. Se estende
nos anseios perdidos de gente jovem que muito quer. E a não ser que se alheie
aos estabelecidos se consomem.
Mas diriam os estabelecidos. É assim. É assim. Sim pode até
ser porem não é algo que possa dizer como é assim mesmo que funcionam as coisas.
As coisas que quero dizer são as ações e atitudes saudáveis e produtivas,
necessárias para o viver.
E como é isso? É a promoção do bem-estar e estabelecimentos
de métodos para que o bem viver se acomode no pensamento comum, e o que ocorre
é oposto ou menos que isso.
Mas o bem viver de
onde vem.
A uma certa negação da liberdade e responsabilidade
individuais. A tempos atrás a verdade vinha como o amanhã, cheio de cantos de
pássaros e o brilho fundamental que clareia a paisagem do real. Nada aqui está
fora, como nada está dentro, tudo permanecer onde deve ficar ou foi posto. O
nosso coração dilata com tanta emoção e nosso cérebro se expande ou esclerosa
diante de certezas comuns. Em nome de um espaço vazio para se fazer concreto, o
dissoluto anseio dos sonhos em primar na realidade fornece ferramentas de
suposição. E concluem, ou advogam nessa realidade um lugar fundamental para os
perdidos desejos.
Marcas publicitarias ou contos quais queres nada importa,
para bem ou para mal o que fica é a nuvem dos sonhos que rebentam com
tempestades os menos afeitos a razão, os que berra e birram ao senhor de armas.
Tarde ela esteve uma garota atraente era minha vizinha
loirinha, uma doçura de mulher, nunca jamais esquecerei o dia que ela veio,
chegou em casa era tarde de chuva ela veio, atravessou a rua, subiu a ladeira e
a porta estava aberta da casa, ela subia a escada entrou na porta e disse
cheguei.
Ok, ok, você chegou mesmo, estou admirado,. Vamos
começar.
Ela se enxugou e ficou de blusa seca, e de calcinha. Era
lindo ver como o tecido da camiseta cobria sua pele cor de jambo. Pele lisa e
sedosa, superfície macia. Bela musa.
Sentamos na mesa. E conversamos cobra as convenções dos
colecionadores e o mundo dos sonhos, a dúvida ocupou os nossos olhos por um
momento, diante de mim seu sorriso cada vez mais fazia tudo tornar alegria,
tudo era verdade, a chuva caia la fora e raios piscavam do céu nublado e
chuvosos, era um estrondo, um paralelo sem imagem alguma distorcido, o céu
estava grato e onde estávamos, a sombra nos banhava junto as luzes repentinas,
era tudo o que queríamos o universo todo aos nossos pês.
Olhávamos e bebíamos a catuaba. Era leve, tive cuidado para
que não sai nada errado. A diversão é que era importante, a alegria, seu
sorriso e voz clara e bela. Mas um momento teríamos o nosso dia completo. A
alegria deveria imperar.
Deitamos e juntos, fizemos amor inesquecível. Um imenso
prazer, delírio, desejo carnal. Foi o que podíamos, o resfolegar das peles
unidas pelo calor da paixão que arde no sangue. E o amor pulsante nas veias e
nos sexos, recalcitrantes anseios pela liberdade de nossos prazeres.
Os órgãos sexuais cantavam a harmonia do verbo dito
do gemido dela, consumíamos um ao outro arfando a paixão entre os corpos.
Mas do que nunca o dia foi especial. Ao final da nossa
deliciosa transa transcendental. Descansávamos calados no silencio, ouvindo
apenas a chuva.
A noite já tinha chegado quando acordei. Levantei
silenciosamente e observei que ela ainda dormia. Sai e fui fazer algo para beber
e comer.
Rapidamente preparei uma jarra de suco de graviola gelado. E
saquei uns biscoitos de chocolate num prato. E comi também.
Pensei sentado e bebendo suco. Deus é muito
bom, sou grato pela vida na terra, por tudo no mundo, e acredito muito que um
dia as coisas vão melhorar com muita fé.
Aproveitei para meditar. Durante alguns minutos parei para
fazer respiração. E relaxei os músculos. A tranquilidade veio com o suspirar
naturalmente dado como resposta ao meu corpo dizendo estou muito grato e
satisfeito.