sexta-feira, 28 de junho de 2019


    Por que? danças perdidas


Na natureza flamula de seus sonhos

Eram pedras invisíveis no caminho

Achava encontrar folhas na tristonha onda

 

Que vem teus cânticos de desejo e libido

Teu olhar perdido que encontra

A parede fria e som no quarto de seus amores

Gemidos e clamores

 

A sombra do fogo que se alastra pelo mar revolto

Onda e tremores da erupção devastadora

Era compreensível que não saberia lhe dar com as elevações da alma

Tantos seres humanos e criatura perdidas nesse rimbombar

Que alcança os céus que aturde a alma

 

Seu espirito volátil sabe

Que não entende o resto das canções

Mas para se manter sabido ignorante

Resolve acertar o céu com flechas

Até que um pássaro qualquer caia na sua razão

 

O som que fazia se silenciava no horizonte que pedia

Uma linha tênue de seus olhos grandes e sorrisos

Virou as costas

Pode das costas rendida ao assalto do coração

Embarcar numa viajem a mais de certezas tolas

O que fazer quando não se sabe

É jogar o jogo dos bazares

Um dia ou outro saberá que o céu e o sol incandescem o escuro

Mas isso alguém contou quando olhava a mata sem sentido algum

Enquanto a fumaça queimava e os grilos, besouros e ares

Giravam em volta e o raio de luz atravessava as folhagens

E a umidade fazia estalar as folhas secas amontoadas com os galhos e seus bichos

 

Sorria assim vendo um a um passar por si

Sorria ao levantar e seguir as escadas

Apanhando livros velhos

Amontoando em salas arruinadas

Disse que era o que podia fazer

Que a história estava perdia

Tudo isso só poderia vim de você

Num sonho esquecido

 

Quanto aos que corriam de algo

Os carros parados e a multidão em busca de respostas

Uns deitados e outros sentados

Tiros e pedras

Incêndio no galpão abandonado

 

Recorreu a antiga poesia eliota

Para fazer jus a passagens sombrias

Saberia de fatos os destinos traçados?

Não saberia que cada um assimilado

Estavam contrários ao futuro do indivíduo amaldiçoado

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