Por que? danças perdidas
Na natureza
flamula de seus sonhos
Eram pedras
invisíveis no caminho
Achava
encontrar folhas na tristonha onda
Que vem
teus cânticos de desejo e libido
Teu olhar
perdido que encontra
A parede
fria e som no quarto de seus amores
Gemidos
e clamores
A sombra
do fogo que se alastra pelo mar revolto
Onda e
tremores da erupção devastadora
Era compreensível
que não saberia lhe dar com as elevações da alma
Tantos
seres humanos e criatura perdidas nesse rimbombar
Que alcança
os céus que aturde a alma
Seu espirito
volátil sabe
Que não
entende o resto das canções
Mas para
se manter sabido ignorante
Resolve
acertar o céu com flechas
Até que
um pássaro qualquer caia na sua razão
O som
que fazia se silenciava no horizonte que pedia
Uma
linha tênue de seus olhos grandes e sorrisos
Virou as
costas
Pode
das costas rendida ao assalto do coração
Embarcar
numa viajem a mais de certezas tolas
O que
fazer quando não se sabe
É jogar
o jogo dos bazares
Um dia
ou outro saberá que o céu e o sol incandescem o escuro
Mas isso
alguém contou quando olhava a mata sem sentido algum
Enquanto
a fumaça queimava e os grilos, besouros e ares
Giravam
em volta e o raio de luz atravessava as folhagens
E a
umidade fazia estalar as folhas secas amontoadas com os galhos e seus bichos
Sorria
assim vendo um a um passar por si
Sorria
ao levantar e seguir as escadas
Apanhando
livros velhos
Amontoando
em salas arruinadas
Disse que
era o que podia fazer
Que a
história estava perdia
Tudo isso
só poderia vim de você
Num sonho
esquecido
Quanto
aos que corriam de algo
Os carros
parados e a multidão em busca de respostas
Uns deitados
e outros sentados
Tiros e
pedras
Incêndio
no galpão abandonado
Recorreu
a antiga poesia eliota
Para fazer
jus a passagens sombrias
Saberia
de fatos os destinos traçados?
Não saberia
que cada um assimilado
Estavam
contrários ao futuro do indivíduo amaldiçoado
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