O sangue que se verteu
no doce sagrado abono da beleza
E a miséria da opulência que espera
O abraço na cama onde a luz reverbera
A janela e sua moldura de vidro
aberta
O sonho feito de mar de rosas
Seu amor no deleite e a calma onde a
sombra mora
Uma vez ou outra um delírio
Um beijo na taça de vidro
Um beijo no vinho frio
Quando vi eram quatro horas
Sua formosa pose atrás de seus amores
Fazendo graça com as mãos
Escrevendo textos em vãos
Apertando o corrimão enquanto descia
as escadas
La embaixo olhou sorrindo para o alto
E disse vou logo antes que acabe e volte
comigo
Quando encontrei sua garrafa de
cristal
Tinha umas laminas de ouro
Igual a calcinha e suas rendas
douradas
Aquela que tirei na madrugada a meia
luz
Pude ver ela brilhar, refulgir
As suas meias também tinham laços
Opulência no seu olhar eu descobri
Desde o primeiro dia que te amei
Naquele abraço forte que te dei
No dia em que apertou minha mão eu entendi
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