Não há elos
Fazem diretamente perguntas obvias sobre a vida, elas se auto
respondem no silencio catequético das vespas da morte, que flutuam na imensidão
que reluz ceticismos.
Para que acreditar em elos, se estamos nos desvanecendo
decrépitos na angustia que a tv perpassa automática. Os sonhos são os mesmos,
mas a decadência é frugal e balanceada com meras horas de solvência
intelectual.
E quando tinha passado horas na verdade das imagens fugidias
esquecia o tempo e recordava de memorias do passado em luz, e se fosse sua
concórdia com universo seria um experimento além da terra no espaço horizontal
de sua queda.
E nos alelos confusos de extrema ordem com uma vespertina decadência
da vida em consulta com a natureza.
O que de fato fez o universo ser uma clara dissociação da
inteligência e que fez nas ordens uma espreita sombra.
Ela carregava estrelas nos olhos quando se embelezava para o
espelho que a apreciava silencioso, em troca da sua esperada exposição nua, e
que radiava uma grande aura de grandeza que exalava de seus pelos e cabelos, de
seus olhos e macias mãos.
E fazia a chuva morna esquentar o tempo levemente, e trazia
os sonhos de um passeio com guarda chuva e galochas, com a possibilidade de
pisar as poças das aguas, fazendo transbordar para o infinito a liquidez da
existência.
O som também queria participar da graça de seus sorrisos, das
suas sensíveis mãos que estalavam dedos e despertavam galáxias adormecidas.
Perante quadros que alcançou na alameda fria, tinha em sua
presença imagens de céus claros, e nuvens brancas macias, e campos verde
iluminados pela aurora da tarde esquecida, o universo estagnado numa pintura
que faziam seus lábios morderem levemente, criando o êxtase sutil de seus
desejos por arte viva.
A arte em sua mente transbordava a lucidez que aja tempos
fora esquecida ou trocada por reticencias frugais de normas acadêmicas. Ela gotejava
o sonho nos lábios inferiores, tinha acordada verdadeiramente ilustre, para
aproveitar a primavera equatorial, que infinda desdobra a eternidade em esparsos
cantos de silêncios e fúria de arvores e desejos.
Quando tinha nas mãos os quadros formando em dedos, o desejo
torvasse realidade, prendia nas memorias a eternidade que de tanto se abusada
pela discrepância da sociedade era a mais pura verdade.
Entendia o sonho que estava entre pesadelos, mas compreendia
que o sonho agora era a mais pura realidade, o universo foi posto a baixo e
decadente o passado não ousava mais se repetir.
Agora se faziam lojas, abriam-se mercados, os sonhos eram
desenvolvidos, eram aprimorados, a grotesca ideai fora banida e esquecida tudo
tinha aura do valor sentimental da existência, agora nada se perdia só se
consumia com o sorriso largo tudo que a vida produzia, ninguém perdia, sempre
se aprendia, o mundo, esse mundo que ela passava enquanto chovia era o mundo de
um universo oposto de quem escreveu essas poesias.

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