sexta-feira, 17 de abril de 2020


Não há elos

Fazem diretamente perguntas obvias sobre a vida, elas se auto respondem no silencio catequético das vespas da morte, que flutuam na imensidão que reluz ceticismos.

Para que acreditar em elos, se estamos nos desvanecendo decrépitos na angustia que a tv perpassa automática. Os sonhos são os mesmos, mas a decadência é frugal e balanceada com meras horas de solvência intelectual.

E quando tinha passado horas na verdade das imagens fugidias esquecia o tempo e recordava de memorias do passado em luz, e se fosse sua concórdia com universo seria um experimento além da terra no espaço horizontal de sua queda.

E nos alelos confusos de extrema ordem com uma vespertina decadência da vida em consulta com a natureza.

O que de fato fez o universo ser uma clara dissociação da inteligência e que fez nas ordens uma espreita sombra.

Ela carregava estrelas nos olhos quando se embelezava para o espelho que a apreciava silencioso, em troca da sua esperada exposição nua, e que radiava uma grande aura de grandeza que exalava de seus pelos e cabelos, de seus olhos e macias mãos.

E fazia a chuva morna esquentar o tempo levemente, e trazia os sonhos de um passeio com guarda chuva e galochas, com a possibilidade de pisar as poças das aguas, fazendo transbordar para o infinito a liquidez da existência.

O som também queria participar da graça de seus sorrisos, das suas sensíveis mãos que estalavam dedos e despertavam galáxias adormecidas. 

Perante quadros que alcançou na alameda fria, tinha em sua presença imagens de céus claros, e nuvens brancas macias, e campos verde iluminados pela aurora da tarde esquecida, o universo estagnado numa pintura que faziam seus lábios morderem levemente, criando o êxtase sutil de seus desejos por arte viva.

A arte em sua mente transbordava a lucidez que aja tempos fora esquecida ou trocada por reticencias frugais de normas acadêmicas. Ela gotejava o sonho nos lábios inferiores, tinha acordada verdadeiramente ilustre, para aproveitar a primavera equatorial, que infinda desdobra a eternidade em esparsos cantos de silêncios e fúria de arvores e desejos.

Quando tinha nas mãos os quadros formando em dedos, o desejo torvasse realidade, prendia nas memorias a eternidade que de tanto se abusada pela discrepância da sociedade era a mais pura verdade.

Entendia o sonho que estava entre pesadelos, mas compreendia que o sonho agora era a mais pura realidade, o universo foi posto a baixo e decadente o passado não ousava mais se repetir.

Agora se faziam lojas, abriam-se mercados, os sonhos eram desenvolvidos, eram aprimorados, a grotesca ideai fora banida e esquecida tudo tinha aura do valor sentimental da existência, agora nada se perdia só se consumia com o sorriso largo tudo que a vida produzia, ninguém perdia, sempre se aprendia, o mundo, esse mundo que ela passava enquanto chovia era o mundo de um universo oposto de quem escreveu essas poesias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário