Cara e ostras
Caminhava pelo céu de pedras da tarde
uma luz que leva seu espelho
no arrebol
parecia com velas
mas era um mar sonolento que passava
o vento soprava imagens na mente
a mente vibrava um entusiasmo qualquer
sobre uma alegria qualquer
o tempo
as floresta como fronteira
as folhas como esteiras
e as areias sendo brancas iluminadas pela lua
fazia o caminho ser mais fácil de se chegar
não tinha caminho
era um lugar
onde a agua beijava a praia
o horizonte azul estrelado
e a bola que cruzava de vez e quando
o caminho indo
pulando sem parar
até sumir no espaço
até voar e fazer um giro fantástico
tinha um cheiro de flor e mar
ela era uma miragem distante
um espelho refletindo?
ou a ilusão do anjo feminino
que vinha para me beijar
o mar fazia seu típico som
de mare molhando a praia
marcas de passos
era meus passos no passado
onde eu um dia passei andar
quando me lembrei que não estava lá
minha cara era com um sorriso
as ostras que catei
coletei numa bolsa
nos meus bolsos que carreguei
areia, a mesma areia de um lugar
distante no litoral
nunca mais viria?
como voltei
meus desejos me trouxeram
foram esses poemas que me levaram
com minhas calças molhadas pela agua salgada
e ao longe avistei
a moça
as moças
que nunca tive
que nunca terei
admirei a silhueta
devo admitir eram mulheres da rua
prostitutas belas e encantadas
deixei
só ganhei o leve agrado
o grande sorriso
e o perfume passageiro de seus seios
acordei
com vontade de sonhar
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