O ICONOCLASTA
O iconoclasta se afirma quando prova com suas blasfêmias que este ou aquele ídolo não passa de uma besta – e deixa cheio de dúvidas pelo menos um dos que o ouvem. A liberação da mente humana avançou muito quando alguns gaiatos depositaram gatos mortos em santuários e depois saíram pelas ruas espelhando que aquele deus no santuário era uma fraude – provando a todo mundo que a dúvida era uma coisa legítima. Um relincho vale por 10 mil silogismos. 1924
Aqui ficam as humildes reflexões de um filosofo e amante da liberdade. Amante da arte e da poesia. Amante da paz, mas que sabe que vida é uma pedra que rola a montanha, querendo parar.
sexta-feira, 29 de maio de 2020
quinta-feira, 28 de maio de 2020
De mãos perdidas
Pareciam unidas as mãos juntas. De mãos atadas, de mãos que apertavam
uma a outra, como numa dança antiga. Pareciam certas de que não soltariam.
Mas ao correr do tempo, aquele entusiasmo virou nada, ninguém
mais estava, era uma impressão falsa de uma expectativa forjada. O céu
continuou o mesmo céu no espaço. E a roda antes feita por mãos unidas se
separou, cada qual agora fazia a seu modo a dança querida. Nada os parava,
todos assim nessa cirando, estavam separados e independentes.
Foi observado nesse meio tempo de utopia quadros que referiam
a um gesto de mãos unidas, mas era só um gesto para um dia, ou dois, ou três,
mas não era para sempre.
As mãos precisavam ter mais liberdade. Mas ações. Mas que
apenas uniões simuladas com o tempo que na miragem de um terro se iludia.
Elas que ali se juntavam as vezes. Que por vezes também,
brindavam a injeção de carne entre as pernas, no vai e vem do falo. Cada uma
tinha o seu modo de segurar as mãos. Cada uma tinha o seu modo de ufanar a
vara. Elas eram independentes. E sorriam possivelmente com falsidade para que
não cria.
Era um momento, um breve momento, uma crença que persistia no
tempo, sabe? Aquela ideia de união para a segurança, mas desde a forma veio com
um pânico, e histeria, o medo como forma, o medo do horizonte. E a verdade revelada,
nada.
O mundo girou sem precisar está de mãos dadas. As vezes as mãos
se encontram no baile, mas se separa e seguem com saudade. Eu lembro. Era assim,
unir e separar. Separar e unir. De mãos dadas com o tempo, com o vento, a vida.
E firmes também.
O pensamento cachorro do brasil
Há brasileiro cretinos, brasileiros desleais, brasileiros que
só torcem pelo brasil nas copas do mundo de futebol e esportes e olhe lá.
Brasileiros cretinos sem honra e que só honram seu dinheiro,
seus salários, esperam obediência por que recebem do estado, por que são meros
funcionários. E são cretinos mentirosos e hipócritas, querem o mal, a
destruição, o banal, a dissolução do brasil, não são brasileiros são infiltrados
e parias dentro do sistema.
Conjugam mentiras, ou meias verdades, em nome de ideias que execram
a liberdade. Querem a desordem não pensam em consequências, são mesquinhos, e
falsos moralistas. Essa conduta é muito comum, é muito ordinária é como um
produto de fábrica. Espécies assim, canalhas não são difíceis de achar. Estão
em toda a parte, se formaram em faculdade, e escolas, claro não dá para
generalizar, há quem despertou, quem não mais desonra e agora respeita.
O pensamento cachorro brasileiro, é um pensamento destrutivo
de ignorante sem fé, ateu, cretino, sem inteligência, e não mede esforços para
sujar, ludibriar, enganar, se enganar, desmerecer, desaprovar, agir de forma
corrupta, agir de forma inconsequente. Esse brasileiro cretino, também tem
crença, a crença no pior do brasileiro, para esse cretino o brasileiro não pode
vencer, não merece o melhor, não pode descobrir o mundo melhor, não deve ter
respeito pelo brasil, pela pátria, pela cultura nacional por suas riquezas e
valores tradicionais.
Esse cretino brasileiro, não é brasileiro é um ateu, alguém
sem fé, sem liberdade, alguém que só pensa no mundo de forma negativa até que
suas ideias lhe tornem verdade.
Como tudo na natureza tem uma origem também tem essa espécie
de cretino, é um produto de uma concepção história voltada para a barbaridade e
a compreensão de um passado destrutivo, e que somente privilegia a o
entendimento raso, das circunstâncias históricas, e assim viabiliza uma ideia
utópica de justiçamento social como reparação para todas as dores. Por vias desse pensamento, a uma cíclica
ordem de irresponsabilidade, e de caráter político, o brasil, na mente desses cretinos, nunca vai
dá certo, e por não dá certo precisa ser repudiado e injustiçado, e aqueles que
creem em esperança, são logos taxados de estúpidos e gentis, ou “pessoas que
não leram a história” e que só reproduzem “o passado colonizador”, ou “pessoas
ignorantes”, e outras conjugações imbecilizantes, fazendo isso, repetindo ostensivamente
esses estereótipos eles formatam outros que não estão sabendo, alinhando outros,
fazendo coro de verborragia e estupidez. E assim esses cretinos julgam-se
sabedores e inteligentes, egoístas e autocráticos, condenam o brasileiro com
fé, por que fé para os cretinos é a arrogância que os mantem.
Outro aspecto dessa cretinice é a paixão por estrangeirismos,
por coisas que vem de fora, por objetos, cultura, e estruturas observadas de
fora. Um sentimento se subserviência às avessas e estranho, e caótico. Por que
esses cretinos além de nutrir aversão a fé do brasileiro comum, estimulam e
babam sobre o que é estrangeiro e internacional, ao mesmo tempo que dizem ser a
favor de um brasil, que não é o brasil que o brasileiro comum temo como desejo,
é um brasil com roupa de internacional. É realmente algo caótico, e merece mais
detalhes para compreensão, por ser complexo.
Mas veja, não estou dizendo em ufanismos. Sobre dizer que
tudo aqui deve ser honrado, tratasse de uma reflexão sobre a canalhice, e
hipocrisia de brasileiros cretinos, que só servem para apetecer o desgosto pela
vida, e pela criação brasileira. Tudo tem seu valor, e o valor é herdado por
interesse subjetivo, e quando se trata sobre o brasil, até o ufanismo é
prejudicial. A ideia não é idolatrar e repudiar o que vem de fora, mas aqui,
neste texto, entender o desserviço moral que brasileiros cretinos pregam.
Já sabemos que nações desenvolvidas cresceram com responsabilidade
fiscal, menos impostos, e menos regulações. Mais livre mercado. E isso não impediu
a esses países deixarem de ser, continuaram sendo, e com a prosperidade, o
valor sobre o território aumentou, e com isso a população, mas prospera,
conseguiu lucrar e investir, promovendo o comercio, emprego, criatividade,
arte, ou seja, nada se perdeu. E o tal pais continuo sendo o que foi e o que é.
Um problema latente entre esses cretinos brasileiro é a
estupidez nacionalista, e protecionista. Por isso disse lá em cima que é bem caótico
este comportamento. Eles creem que deve haver proteção sobre o produto
nacional, mas ao mesmo tempo repudiam o que é nacional, por que tudo aqui fica
encarecido justamente por causa da falta de competição e regulação e outras
coisas políticas como tributos. O brasileiro cretino, que na sua cretinice
excepcional conseguiu entrar sistema do estado, é um funcionário, compra coisas
de qualidade, e caras, e até internacionais. Por que simplesmente são melhores
do que as daqui por que aqui não tem competição e os produtos não são de boa
qualidade justamente por que tem proteção nacional. É complicado.
Assim fica numa onda cíclica de estupidez e desesperança. Lastreando
ignorância.
sábado, 16 de maio de 2020
quinta-feira, 14 de maio de 2020
terça-feira, 12 de maio de 2020
Sonhos quebrados
Olhou a janela dos vidros quebrados. Achou belo, achou
anormal. Já passava anos desde seu entendimento básico da realidade. Confundir
o mundo parecia o certo, escrever errado era comum para sua mentalidade, assim
pensava não se confundiria com o mundo, ou com as pessoas.
Não havia decadência em si na realidade das coisas, o que
tornava branda, calma, subjacente, intrigante, sua calmaria misturada no olhar,
o verbo plácido que sai de sua boca, e até mesmo as oportunidades de viver que
o que não vivem, herdou um universo possível.
Quando a loucura se observa, apreciava o caos das vésperas.
Da intrigante luta do mundo entre as pessoas. E tinha um lado, um lado seu, o
lado da confusa existência programa.
Dizia a outros que será assim até que se aja uma melhora na
condução das pessoas. Dizia por alto que só o controle exercido numa engenharia
social moldaria o mundo para um melhor proposito. Via o mundo de forma clara.
Pelo menos era o que transparecia. A sua aparência.
Quando teve a oportunidade de se inserir num grupo de outros
diversos, foi calma e entendida. Da realidade ali erguida entre o grupo,
aprendeu que sabia mais que os outros cuja a vida mal conhecia. Ou sabia de algo que outros não entendia, ou
pensava saber, mas se estava ali, era por algo em comum os atraia.
Existia entre os seus interesses, a vontade plástica de se
pronunciar em acordo com o que se pensava no momento, a união dos pensamentos
os guiavam a um proposito em comum. Era difícil observar isso, por que não se
refletia a respeito, não se entendia o mundo. Havia uma força que guiava os
pensamentos ao mutismo, o universo não era destrinchado e compreendido, a
questão passava por entre as ideias, e não se percebia a separação delas, e que
tornou o pensamento medíocre, porém, mas robusto nas ideias do absurdo.
O sonho quebrado era a metáfora do alucinante universo
deformado. Era a síntese da violência a razão, parecia deslumbrante e poético,
mas era desolação.
A superfície delirante, camuflava a realidade que surgia do
descalabro e do obscuro. Na existência, a mentira era uma ordem suprema, a vida
não tinha significado tudo podia ser transformado, o mundo havia herdado a esses
o poder da transformação, o poder de questionar um universo com uma só
história, e o poder de ignorar o pensamento que os trouxe até aquela existência.
Olha com prazer a loucura do mundo, olhar com passividade a
ganancia, desde que voltada para interesses do absurdo, e ignorar a vida, e a existência
oprimida por sua própria arrogância.
Não se pensava nisso,
mas todos, estavam ali fazendo jus aquilo que lhes foi ensinado nos longos anos
da dissimulação da destruição. A destruição era um escopo para uma transformação
mais miserável. Mas destrutiva porem mais florida, como antes. A supressão do
pensamento era uma meta entre os que as divulgavam essa plataforma, concisos de
que assim seria melhor.
Mas por que, tão bela pessoa, havia assimilado esse
conhecimento dissimulado?
O mundo herda ideias, boas e ruins, e ideias são campos do
pensamento que exigem reflexões. Se não há reflexão a o impulso, e assim, uma
ideia ruim pode parecer boa quando motivada pelo impulso, e da mesma forma o contrário.
É preciso então entender a complexidade da existência, onde levam as ideias, o
que tornam as boas e ruins, quais as disposições nefandas elas carregam assim
como as benéficas, e também como poder freá-las se elas se demonstrarem péssimas.
Acontece que se quando é criado a observara existência apenas
por um lado, e ignora na existência os diversos fatores que a compõe, se cria então
um universo paralelo e dissonante, e que se alimento apenas do ego. E como são muitos
compartilhando dessas ideias, criasse um coro de pessoas que já dissimuladas,
herdam as diatribes do absurdo, que como redemoinhos apenas afundam as ideias
suprimindo qualquer reflexão que se distancie da realidade da complexidade da existência.
Dissimulando a realidade, e criando assim uma plataforma ilusória sobre a existência.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
Olho de diamante
O brilho das estrelas do céu noturno, você diria eu já li
isso antes, céu noturno, marca da luz, a decadência das estrelas, coisas
continuas, e nuas.
O mar tinha pedras onde as ondas batiam e o tempo fez delas
duras pedras, cheias de rusgas, distantes, cada vez mais distantes, a vida lá
era impossível, mas mesmo assim os lagartos marinhos iam lá acasalar então não
era impossível.
O som em marte era um som esquecido, o mesmo som que se ouvia
quando batia na orelha o vento, ventava pelo menos, la onde eu ia, onde fui. E
o deserto era silencioso se não fosse o barulho, o lufar dos ventos, na terra,
nas pedras esquecidas e desoladas. A natureza era o desolamento. Esse era a
vida natural. O desolamento perpetuo, e continuo. A sensação de fim iminente.
Mas conciso, o fim que não era o fim, o fim que era o proprio presente.
Demorou para criar. Tinha perdido, alguma coisa no caminho,
um lápis, uma caneta, um caderno, algum papel. Alguma ideia. Era uma luta
interna. Tudo estava lá retumbando com vapores. Com luzes na escuridão, com
brilhos e lampejo que esnobavam da alma.
Havia algo na alma, um desejo intenso de transforma o
universo. Era possível? Era veemente possível?
A dobra que o planeta da na curva da rotação levava a crer
que o sentindo do impossível, era uma imaginação estapafúrdia.
Quanto a passagem na terra, entre os seres de vida humana, o
sentimento no pescoço. A angustia, levava o admirar a ignorância que por sua
vez conduzia ao tempo e espaço da loucura da existência. O paradoxo assim se
instalava. Os olhos de cristais, inexistentes ganhavam forma assim o oximoro. Era
possível? Na verdade o impossível era quem mais não dizia que existia, era a petulância
de existir seguindo o jogo mortal de prazeres e ilusões. Um grande mal que
assola corações é amar sem saber o que é e seguir amando e não amando, até que
respostas do tempo sejam prezadas, mas mesmo assim não acontece.
O que acontece é apenas a dor, e o prazer de fazer do objeto
da dor, o objeto do prazer, da malfadada ordem de um interesse egoísta de
manter até que se apague qualquer sentido que se mostre errôneo. É a contigua insistência
ao erro.
Talvez nessa ordem Elemental as leis sejam apenas um discurso
de delírios. Onde as formas que se prezam não se supõem, apenas estão. Não se
limitam, ou que apenas sejam aquilo que são, sem inserção não mais que suas aparências
ignorantes se emanem. E ficam sem mudanças circunspectas, apenas levando como o
vento, a violência ocasional, na alma do poeta. Torneando a vida, o desejo, o símbolo
de um mar aparentemente sem volta. Apenas sendo o fim em si, com olhos de
diamante, ou desertos desolados de marte.
quarta-feira, 6 de maio de 2020
terça-feira, 5 de maio de 2020
domingo, 3 de maio de 2020
sexta-feira, 1 de maio de 2020
“Os políticos”, observa H. L. Mencken com a sua sagacidade característica,
Raramente, se nunca, são eleitos apenas pelos seus méritos – pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes, sem dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos. (...) Será que algum deles se arriscaria a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país, tanto em questões internas quanto em questões externas? Algum deles irá se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir – que nenhum ser humano poderia cumprir? Irá algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina? Resposta: isso pode acontecer nas primeiras semanas do período eleitoral... Mas não após a disputa já ter ganho atenção nacional e quando a briga já estiver séria. (...) Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar o irremediável, de socorrer o insocorrível, de organizar o inorganizável, de deflogisticar o indeflogisticável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas; e pagarão a dívida nacional com um dinheiro que ninguém mais precisará ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n. Em suma, eles irão se despir da sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos. A essa altura, todos eles já saberão – supondo que até então não sabiam – que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao falar coisas sensatas, mas sim ao falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo. A maioria deles, antes de o alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade. O vencedor será aquele que prometer mais com a menor possibilidade de cumprir o mínimo. (H. L. Mencken, A Mencken Chrestomathy [New York: Vintage Books, 1982], pp. 148–151)
Raramente, se nunca, são eleitos apenas pelos seus méritos – pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes, sem dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos. (...) Será que algum deles se arriscaria a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país, tanto em questões internas quanto em questões externas? Algum deles irá se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir – que nenhum ser humano poderia cumprir? Irá algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina? Resposta: isso pode acontecer nas primeiras semanas do período eleitoral... Mas não após a disputa já ter ganho atenção nacional e quando a briga já estiver séria. (...) Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar o irremediável, de socorrer o insocorrível, de organizar o inorganizável, de deflogisticar o indeflogisticável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas; e pagarão a dívida nacional com um dinheiro que ninguém mais precisará ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n. Em suma, eles irão se despir da sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos. A essa altura, todos eles já saberão – supondo que até então não sabiam – que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao falar coisas sensatas, mas sim ao falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo. A maioria deles, antes de o alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade. O vencedor será aquele que prometer mais com a menor possibilidade de cumprir o mínimo. (H. L. Mencken, A Mencken Chrestomathy [New York: Vintage Books, 1982], pp. 148–151)
escreve La Boétie:
Aquele que os domina tanto (...), na verdade, nada mais tem do que o poder que vocês lhe conferem para destruí-los. De onde ele tira tantos olhos com os quais os espia, a não ser que vocês os coloquem a serviço dele? Como ele possui tantas mãos para golpeá-los, a menos que as tenha tomado de vocês? Os pés com que ele esmaga as suas cidades, de quem ele os obtém, a não ser de vocês? Como ele tem algum poder sobre vocês, exceto através de vocês próprios? Como ele ousaria atacá-los e assaltá-los se não tivesse a colaboração de vocês? O que ele lhes poderia fazer se vocês não fossem os receptadores do ladrão que os saqueia, os cúmplices do assassino que os mata e os traidores de vocês mesmos? Vocês semeiam as suas plantações para que ele possa assolá-las; vocês enriquecem os seus lares com mobílias e afins para que ele possa pilhar os seus bens; vocês criam as suas filhas para que ele possa saciar a sua luxúria e o seu apetite carnal; vocês criam os seus filhos para que ele faça com eles o melhor que puder: levá-los às suas guerras, conduzi-los à carnificina, torná-los servos da sua avidez e instrumentos das suas vinganças; vocês entregam os seus corpos ao trabalho duro para que ele possa desfrutar as suas delícias e chafurdar em seus prazeres nojentos e vis; vocês se enfraquecem a fim de torná-lo mais forte e mais poderoso, possibilitando-lhe conseguir manter a rédea cada vez mais curta.
Aquele que os domina tanto (...), na verdade, nada mais tem do que o poder que vocês lhe conferem para destruí-los. De onde ele tira tantos olhos com os quais os espia, a não ser que vocês os coloquem a serviço dele? Como ele possui tantas mãos para golpeá-los, a menos que as tenha tomado de vocês? Os pés com que ele esmaga as suas cidades, de quem ele os obtém, a não ser de vocês? Como ele tem algum poder sobre vocês, exceto através de vocês próprios? Como ele ousaria atacá-los e assaltá-los se não tivesse a colaboração de vocês? O que ele lhes poderia fazer se vocês não fossem os receptadores do ladrão que os saqueia, os cúmplices do assassino que os mata e os traidores de vocês mesmos? Vocês semeiam as suas plantações para que ele possa assolá-las; vocês enriquecem os seus lares com mobílias e afins para que ele possa pilhar os seus bens; vocês criam as suas filhas para que ele possa saciar a sua luxúria e o seu apetite carnal; vocês criam os seus filhos para que ele faça com eles o melhor que puder: levá-los às suas guerras, conduzi-los à carnificina, torná-los servos da sua avidez e instrumentos das suas vinganças; vocês entregam os seus corpos ao trabalho duro para que ele possa desfrutar as suas delícias e chafurdar em seus prazeres nojentos e vis; vocês se enfraquecem a fim de torná-lo mais forte e mais poderoso, possibilitando-lhe conseguir manter a rédea cada vez mais curta.
não há vitória no ramo da miséria
A uma crença letal que paira na atmosfera da filosofia. Uma crença na matéria, um paradoxo que substitui a realidade que abrange o espirito e a razão por emoções vinganças e inveja, e também coisa, objetificação.
Essa crença carcomida e cruenta, condiciona o saber a ideias plásticas, fugazes da existência. Ela guia os interessados ao uma dimensão onde o ar que paira é fingindo e abstrato nas pleuras da ignorância.
O ser que se deixa controlar, não finge mais, ele nesse aspecto inverte a inteligência como quer, ao se desejo contornar para chegar assim, no que imagina ser uma verdade.
A cirurgia que se deixam fazer é embaraçada em diversos ramos da inteligência, podendo escapar quem estar atento a critica a esta ideias plástica da existência. É preciso para isso ser sábio, e admitir falhas e acima de tudo estudar as diversas áreas do conhecimento com profundidade, é preciso ter calma e paciência, pois a medida em que há libertação dessas nocivas ideias, a uma angustia que cresce, e que aborrece por nos fazer saber que fomos enganados.
Esses tipos de ideias, são constantemente recicladas, e repetidas fazem crer que são unanimes, condizentes com a realidade, porem a realidade que se abrange essas ideias é limitada uma escopo anterior do conhecimento, ou seja, ele apenas deslumbra uma fase inicial do saber, mas não a sua totalidade que ela também ignora.
A manutenção dessas ideias levam a discórdia com o universo, e com a criação humana, são excrecências da inteligência limitada, que vorazmente luta contra a sabedoria real da vida.
Subordinam o ser a condição de coisa, de ser sem importância, de ser sem fé e alma, e não apenas isso, condicionam populações inteiras, indivíduos que buscam totalidade na liberdade e na responsabilidade, como também na espiritualidade.
O ser assim se diminui e se dilui, a arbitrariedade de outros já violentados e condicionados. Agora o ser só obedece e não pensa. Apenas segue ordens, apenas pensa o que o comando quer que ele pense, ele esta obediente, ele esta fadado ao controle que exercido em diversos campos do saber. Pensar fora do que lhe foi apresentado desde a infância é ser louco, é ser inimigo da ordem, é não ser nada.
E essas ideias de orquestração primitiva ainda hoje são consumidas. E limitam a inteligência, e subordinam a liberdade e conhecimento as regras.
Podem dizer eles que as coisas não são tão duras como se imaginam, mas a violência dessas ideias ultrapassa a agressão física. A agressão agora é contra a natureza, é uma tentativa de reduzir o ser a nada, de torna-lo objeto de engenharia social sobre controle de comandos coletivos geridos por cérebros doentios e sedentos de orgulho, vaidade, ganancia.
Ressurreição (Cruz e Sousa)
Alma! Que tu não chores e não gemas,
Teu amor voltou agora.
Ei-lo que chega das mansões extremas,
Lá onde a loucura mora!
Veio mesmo mais belo e estranho, acaso,
Desses lívidos países,
Mágica flor a rebentar de um vaso
Com prodigiosas raízes.
Veio transfigurada e mais formosa
Essa ingênua natureza,
Mais ágil, mais delgada, mais nervosa,
Das essências da Beleza.
Certo neblinamento de saudade
Mórbida envolve-a de leve...
E essa diluente espiritualidade
Certos mistérios descreve.
O meu Amor voltou de aéreas curvas,
Das paragens mais funestas...
Veio de percorrer torvas e turvas
E funambulescas festas.
As festas turvas e funambulescas
Da exótica Fantasia,
Por plagas cabalísticas, dantescas,
De estranha selvageria.
Onde carrascos de tremendo aspecto
Como astros monstros circulam
E as meigas almas de sonhar inquieto
Barbaramente estrangulam.
Ele andou pelas plagas da loucura,
O meu Amor abençoado,
Banhado na poesia da Ternura,
No meu Afeto banhado.
Andou! Mas afinal de tudo veio
Mais transfigurado e belo,
Repousar no meu seio o próprio seio
Que eu de lágrimas estréio.
De lágrimas de encanto e ardentes beijos,
Para matar, triunfante,
A sede ideal de místico desejo
De quando ele andou errante.
E lágrimas, que enfim, caem ainda
Com os mais acres dos sabores
E se transformam (maravilha infinda!)
Em maravilhas de flores!
Ah! que feliz um coração que escuta
As origens de que é feito!
E que não é nenhuma pedra bruta
Mumificada no peito!
Ah! que feliz um coração que sente
Ah! tudo vivendo intenso
No mais profundo borbulhar latente
Do seu fundo foco imenso!
Sim! eu agora posso ter deveras
Ironias sacrossantas...
Posso os braços te abrir, Luz das esferas,
Que das trevas te levantas.
Posso mesmo já rir de tudo, tudo
Que me devora e me oprime.
Voltou-me o antigo sentimento mudo
Do teu olhar que redime.
Já não te sinto morta na minh'alma
Como em câmara mortuária,
Naquela estranha e tenebrosa calma
De solidão funerária.
Já não te sinto mais embalsamada
No meu carinho profundo,
Nas mortalhas da Graça amortalhada,
Como ave voando do mundo.
Não! não te sinto mortalmente envolta
Na névoa que tudo encerra...
Doce espectro do pó, da poeira solta
Deflorada pela terra.
Não sinto mais o teu sorrir macabro
De desdenhosa caveira.
Agora o coração e os olhos abro
Para a Natureza inteira!
Negros pavores sepulcrais e frios
Além morreram com o vento...
Ah! como estou desafogado em rios
De rejuvenescimento!
Deus existe no esplendor d’algum Sonho,
Lá em alguma estrela esquiva.
Só ele escuta o soluçar medonho
E torna a Dor menos viva.
Ah! foi com Deus que tu chegaste, é certo,
Com a sua graça espontânea
Que emigraste das plagas do Deserto
Nu, sem sombra e sol, da Insânia!
No entanto como que volúpias vagas
Desses horrores amargos,
Talvez recordação daquelas plagas
Dão-te esquisitos letargos...
Porém tu, afinal, ressuscitaste
E tudo em mim ressuscita.
E o meu Amor, que repurificaste,
Canta na paz infinita!
Teu amor voltou agora.
Ei-lo que chega das mansões extremas,
Lá onde a loucura mora!
Veio mesmo mais belo e estranho, acaso,
Desses lívidos países,
Mágica flor a rebentar de um vaso
Com prodigiosas raízes.
Veio transfigurada e mais formosa
Essa ingênua natureza,
Mais ágil, mais delgada, mais nervosa,
Das essências da Beleza.
Certo neblinamento de saudade
Mórbida envolve-a de leve...
E essa diluente espiritualidade
Certos mistérios descreve.
O meu Amor voltou de aéreas curvas,
Das paragens mais funestas...
Veio de percorrer torvas e turvas
E funambulescas festas.
As festas turvas e funambulescas
Da exótica Fantasia,
Por plagas cabalísticas, dantescas,
De estranha selvageria.
Onde carrascos de tremendo aspecto
Como astros monstros circulam
E as meigas almas de sonhar inquieto
Barbaramente estrangulam.
Ele andou pelas plagas da loucura,
O meu Amor abençoado,
Banhado na poesia da Ternura,
No meu Afeto banhado.
Andou! Mas afinal de tudo veio
Mais transfigurado e belo,
Repousar no meu seio o próprio seio
Que eu de lágrimas estréio.
De lágrimas de encanto e ardentes beijos,
Para matar, triunfante,
A sede ideal de místico desejo
De quando ele andou errante.
E lágrimas, que enfim, caem ainda
Com os mais acres dos sabores
E se transformam (maravilha infinda!)
Em maravilhas de flores!
Ah! que feliz um coração que escuta
As origens de que é feito!
E que não é nenhuma pedra bruta
Mumificada no peito!
Ah! que feliz um coração que sente
Ah! tudo vivendo intenso
No mais profundo borbulhar latente
Do seu fundo foco imenso!
Sim! eu agora posso ter deveras
Ironias sacrossantas...
Posso os braços te abrir, Luz das esferas,
Que das trevas te levantas.
Posso mesmo já rir de tudo, tudo
Que me devora e me oprime.
Voltou-me o antigo sentimento mudo
Do teu olhar que redime.
Já não te sinto morta na minh'alma
Como em câmara mortuária,
Naquela estranha e tenebrosa calma
De solidão funerária.
Já não te sinto mais embalsamada
No meu carinho profundo,
Nas mortalhas da Graça amortalhada,
Como ave voando do mundo.
Não! não te sinto mortalmente envolta
Na névoa que tudo encerra...
Doce espectro do pó, da poeira solta
Deflorada pela terra.
Não sinto mais o teu sorrir macabro
De desdenhosa caveira.
Agora o coração e os olhos abro
Para a Natureza inteira!
Negros pavores sepulcrais e frios
Além morreram com o vento...
Ah! como estou desafogado em rios
De rejuvenescimento!
Deus existe no esplendor d’algum Sonho,
Lá em alguma estrela esquiva.
Só ele escuta o soluçar medonho
E torna a Dor menos viva.
Ah! foi com Deus que tu chegaste, é certo,
Com a sua graça espontânea
Que emigraste das plagas do Deserto
Nu, sem sombra e sol, da Insânia!
No entanto como que volúpias vagas
Desses horrores amargos,
Talvez recordação daquelas plagas
Dão-te esquisitos letargos...
Porém tu, afinal, ressuscitaste
E tudo em mim ressuscita.
E o meu Amor, que repurificaste,
Canta na paz infinita!
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