terça-feira, 12 de maio de 2020


Sonhos quebrados

Olhou a janela dos vidros quebrados. Achou belo, achou anormal. Já passava anos desde seu entendimento básico da realidade. Confundir o mundo parecia o certo, escrever errado era comum para sua mentalidade, assim pensava não se confundiria com o mundo, ou com as pessoas.

Não havia decadência em si na realidade das coisas, o que tornava branda, calma, subjacente, intrigante, sua calmaria misturada no olhar, o verbo plácido que sai de sua boca, e até mesmo as oportunidades de viver que o que não vivem, herdou um universo possível.

Quando a loucura se observa, apreciava o caos das vésperas. Da intrigante luta do mundo entre as pessoas. E tinha um lado, um lado seu, o lado da confusa existência programa.

Dizia a outros que será assim até que se aja uma melhora na condução das pessoas. Dizia por alto que só o controle exercido numa engenharia social moldaria o mundo para um melhor proposito. Via o mundo de forma clara. Pelo menos era o que transparecia. A sua aparência.

Quando teve a oportunidade de se inserir num grupo de outros diversos, foi calma e entendida. Da realidade ali erguida entre o grupo, aprendeu que sabia mais que os outros cuja a vida mal conhecia.  Ou sabia de algo que outros não entendia, ou pensava saber, mas se estava ali, era por algo em comum os atraia.

Existia entre os seus interesses, a vontade plástica de se pronunciar em acordo com o que se pensava no momento, a união dos pensamentos os guiavam a um proposito em comum. Era difícil observar isso, por que não se refletia a respeito, não se entendia o mundo. Havia uma força que guiava os pensamentos ao mutismo, o universo não era destrinchado e compreendido, a questão passava por entre as ideias, e não se percebia a separação delas, e que tornou o pensamento medíocre, porém, mas robusto nas ideias do absurdo.

O sonho quebrado era a metáfora do alucinante universo deformado. Era a síntese da violência a razão, parecia deslumbrante e poético, mas era desolação.

A superfície delirante, camuflava a realidade que surgia do descalabro e do obscuro. Na existência, a mentira era uma ordem suprema, a vida não tinha significado tudo podia ser transformado, o mundo havia herdado a esses o poder da transformação, o poder de questionar um universo com uma só história, e o poder de ignorar o pensamento que os trouxe até aquela existência.

Olha com prazer a loucura do mundo, olhar com passividade a ganancia, desde que voltada para interesses do absurdo, e ignorar a vida, e a existência oprimida por sua própria arrogância.   

 Não se pensava nisso, mas todos, estavam ali fazendo jus aquilo que lhes foi ensinado nos longos anos da dissimulação da destruição. A destruição era um escopo para uma transformação mais miserável. Mas destrutiva porem mais florida, como antes. A supressão do pensamento era uma meta entre os que as divulgavam essa plataforma, concisos de que assim seria melhor.

Mas por que, tão bela pessoa, havia assimilado esse conhecimento dissimulado?

O mundo herda ideias, boas e ruins, e ideias são campos do pensamento que exigem reflexões. Se não há reflexão a o impulso, e assim, uma ideia ruim pode parecer boa quando motivada pelo impulso, e da mesma forma o contrário. É preciso então entender a complexidade da existência, onde levam as ideias, o que tornam as boas e ruins, quais as disposições nefandas elas carregam assim como as benéficas, e também como poder freá-las se elas se demonstrarem péssimas.

Acontece que se quando é criado a observara existência apenas por um lado, e ignora na existência os diversos fatores que a compõe, se cria então um universo paralelo e dissonante, e que se alimento apenas do ego. E como são muitos compartilhando dessas ideias, criasse um coro de pessoas que já dissimuladas, herdam as diatribes do absurdo, que como redemoinhos apenas afundam as ideias suprimindo qualquer reflexão que se distancie da realidade da complexidade da existência. Dissimulando a realidade, e criando assim uma plataforma ilusória sobre a existência.

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