Sonhos quebrados
Olhou a janela dos vidros quebrados. Achou belo, achou
anormal. Já passava anos desde seu entendimento básico da realidade. Confundir
o mundo parecia o certo, escrever errado era comum para sua mentalidade, assim
pensava não se confundiria com o mundo, ou com as pessoas.
Não havia decadência em si na realidade das coisas, o que
tornava branda, calma, subjacente, intrigante, sua calmaria misturada no olhar,
o verbo plácido que sai de sua boca, e até mesmo as oportunidades de viver que
o que não vivem, herdou um universo possível.
Quando a loucura se observa, apreciava o caos das vésperas.
Da intrigante luta do mundo entre as pessoas. E tinha um lado, um lado seu, o
lado da confusa existência programa.
Dizia a outros que será assim até que se aja uma melhora na
condução das pessoas. Dizia por alto que só o controle exercido numa engenharia
social moldaria o mundo para um melhor proposito. Via o mundo de forma clara.
Pelo menos era o que transparecia. A sua aparência.
Quando teve a oportunidade de se inserir num grupo de outros
diversos, foi calma e entendida. Da realidade ali erguida entre o grupo,
aprendeu que sabia mais que os outros cuja a vida mal conhecia. Ou sabia de algo que outros não entendia, ou
pensava saber, mas se estava ali, era por algo em comum os atraia.
Existia entre os seus interesses, a vontade plástica de se
pronunciar em acordo com o que se pensava no momento, a união dos pensamentos
os guiavam a um proposito em comum. Era difícil observar isso, por que não se
refletia a respeito, não se entendia o mundo. Havia uma força que guiava os
pensamentos ao mutismo, o universo não era destrinchado e compreendido, a
questão passava por entre as ideias, e não se percebia a separação delas, e que
tornou o pensamento medíocre, porém, mas robusto nas ideias do absurdo.
O sonho quebrado era a metáfora do alucinante universo
deformado. Era a síntese da violência a razão, parecia deslumbrante e poético,
mas era desolação.
A superfície delirante, camuflava a realidade que surgia do
descalabro e do obscuro. Na existência, a mentira era uma ordem suprema, a vida
não tinha significado tudo podia ser transformado, o mundo havia herdado a esses
o poder da transformação, o poder de questionar um universo com uma só
história, e o poder de ignorar o pensamento que os trouxe até aquela existência.
Olha com prazer a loucura do mundo, olhar com passividade a
ganancia, desde que voltada para interesses do absurdo, e ignorar a vida, e a existência
oprimida por sua própria arrogância.
Não se pensava nisso,
mas todos, estavam ali fazendo jus aquilo que lhes foi ensinado nos longos anos
da dissimulação da destruição. A destruição era um escopo para uma transformação
mais miserável. Mas destrutiva porem mais florida, como antes. A supressão do
pensamento era uma meta entre os que as divulgavam essa plataforma, concisos de
que assim seria melhor.
Mas por que, tão bela pessoa, havia assimilado esse
conhecimento dissimulado?
O mundo herda ideias, boas e ruins, e ideias são campos do
pensamento que exigem reflexões. Se não há reflexão a o impulso, e assim, uma
ideia ruim pode parecer boa quando motivada pelo impulso, e da mesma forma o contrário.
É preciso então entender a complexidade da existência, onde levam as ideias, o
que tornam as boas e ruins, quais as disposições nefandas elas carregam assim
como as benéficas, e também como poder freá-las se elas se demonstrarem péssimas.
Acontece que se quando é criado a observara existência apenas
por um lado, e ignora na existência os diversos fatores que a compõe, se cria então
um universo paralelo e dissonante, e que se alimento apenas do ego. E como são muitos
compartilhando dessas ideias, criasse um coro de pessoas que já dissimuladas,
herdam as diatribes do absurdo, que como redemoinhos apenas afundam as ideias
suprimindo qualquer reflexão que se distancie da realidade da complexidade da existência.
Dissimulando a realidade, e criando assim uma plataforma ilusória sobre a existência.
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