Olho de diamante
O brilho das estrelas do céu noturno, você diria eu já li
isso antes, céu noturno, marca da luz, a decadência das estrelas, coisas
continuas, e nuas.
O mar tinha pedras onde as ondas batiam e o tempo fez delas
duras pedras, cheias de rusgas, distantes, cada vez mais distantes, a vida lá
era impossível, mas mesmo assim os lagartos marinhos iam lá acasalar então não
era impossível.
O som em marte era um som esquecido, o mesmo som que se ouvia
quando batia na orelha o vento, ventava pelo menos, la onde eu ia, onde fui. E
o deserto era silencioso se não fosse o barulho, o lufar dos ventos, na terra,
nas pedras esquecidas e desoladas. A natureza era o desolamento. Esse era a
vida natural. O desolamento perpetuo, e continuo. A sensação de fim iminente.
Mas conciso, o fim que não era o fim, o fim que era o proprio presente.
Demorou para criar. Tinha perdido, alguma coisa no caminho,
um lápis, uma caneta, um caderno, algum papel. Alguma ideia. Era uma luta
interna. Tudo estava lá retumbando com vapores. Com luzes na escuridão, com
brilhos e lampejo que esnobavam da alma.
Havia algo na alma, um desejo intenso de transforma o
universo. Era possível? Era veemente possível?
A dobra que o planeta da na curva da rotação levava a crer
que o sentindo do impossível, era uma imaginação estapafúrdia.
Quanto a passagem na terra, entre os seres de vida humana, o
sentimento no pescoço. A angustia, levava o admirar a ignorância que por sua
vez conduzia ao tempo e espaço da loucura da existência. O paradoxo assim se
instalava. Os olhos de cristais, inexistentes ganhavam forma assim o oximoro. Era
possível? Na verdade o impossível era quem mais não dizia que existia, era a petulância
de existir seguindo o jogo mortal de prazeres e ilusões. Um grande mal que
assola corações é amar sem saber o que é e seguir amando e não amando, até que
respostas do tempo sejam prezadas, mas mesmo assim não acontece.
O que acontece é apenas a dor, e o prazer de fazer do objeto
da dor, o objeto do prazer, da malfadada ordem de um interesse egoísta de
manter até que se apague qualquer sentido que se mostre errôneo. É a contigua insistência
ao erro.
Talvez nessa ordem Elemental as leis sejam apenas um discurso
de delírios. Onde as formas que se prezam não se supõem, apenas estão. Não se
limitam, ou que apenas sejam aquilo que são, sem inserção não mais que suas aparências
ignorantes se emanem. E ficam sem mudanças circunspectas, apenas levando como o
vento, a violência ocasional, na alma do poeta. Torneando a vida, o desejo, o símbolo
de um mar aparentemente sem volta. Apenas sendo o fim em si, com olhos de
diamante, ou desertos desolados de marte.
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