Coração que levou uma bala.
Estava demorando a acontecer esse evento, mas era de se
esperar que um dia isso fosse acontecer. Sempre esperando a razão se desmoronar
e mesmo ressequido de ideias e teorias não conseguia se estabelecer moralmente
e perdia-se a qualquer hora por caso se encontrando com algum suposto adversário.
Mas nada importava o que fazia estava sempre meio perdido e buscava um jeito
qualquer de subsistir. De se manter na realidade mais essa em que vivia não era
mais engraçado não tinha tanto sentido. Descobriu de tanto estudar que vivia
numa realidade de fantasia, mas não era a fantasia alegre de crianças era outro
tipo de realidade. Uma fantasia de mentiras contadas inúmeras vezes que
pareciam verdades de tantas concordatas que se afirmavam.
Era difícil que pessoas muitas vezes seduzidas pudessem se
rebelar contra aquela ordem. Quando confrontadas elas demonstravam duvidas e resistência
ao que poderia ser. Quando isso acontecia era possível entender que não havia
vontade de mudança de questionamento. O que havia era o sentindo de permanência
de se manter de realizar o traço sugerido e transformá-lo quando fosse possível.
Mas até isso era difícil a absorção da inteligência e a ambientação de um
suposto universo condicionava a verdade. E essa passava despercebida entre os
seres que persistiam em volta dela. E assim continuavam alimentando perguntas
que nunca tinha respostas.
Por anos absortos na dúvida via descarrilar a vida que se
abria diante da tarde que fugia. Não havia vontade e motivos para preencher a razão
e isso era algo pareado com a negligencia de se manter são. Mas a verdade era
que não poderia. Por estar sempre em pedaços consigo mesmo. Arrumando os cacos
da sua razão era sempre alguém a ser controlado. A ser empedernido argumentava
somente consigo sobre razoes diversas e se sustentava com reflexões possíveis. E
o resto inalcançável era pouco caso de si.
Compreendeu a razão manipulada que espezinhava a inteligência
e essa situação subjazia devida a obra antiga de controle mental da inteligência.
Obras feitas para persuadir e dissimular a realidade ao mesmo tempo resguardando
resquícios de saberes racionais, mas que refeitas para facilitar a corrupção da
mente.
Quando entendeu essas logicas de controle revoltou-se, mas
sempre era tarde demais para tomar consciência de algo. Todos estavam de fato manipulados
e a carga de inúmeras responsabilidades inibiam algo novidade descentralizada.
Alertou alguns sujeitos da inviabilidade da realidade que se
aceitavam desde décadas, mas o comportamento e as respostas seriam sempre de
indiferença e incerteza.
O mundo estava facilmente controlado por interesses de domínio
e manutenção de uma ordem obscura. Alerta sobre os desmandos dessa ordem era um
absurdo. E também perigoso.
Nada poderia ser possível. Consumar-se até se
adequar aquela prisão mental.
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