=você entrou na organização e agora deve cumprir o que
desejamos, senão você morrera e não adianta fugir. Se tentar fugir e escapar, alguém
da sua família ira morrer por você.
= que loucura bicho. Não estou nessa, isso não é para mim, só
queria mesmo saber o que acontecia nessa sociedade. Não desejo a morte...
=você sabia que isso podia acontecer. E agora deve cumprir a
missão.
=…como? Nunca matei! Como?
=tem uma pistola na porta da sua casa. Haverá hoje uma conferência
no centro da cidade, no palácio das comemorações e você terá que matar o
prefeito. Você vai até o lugar. La alguém entrara em contato.
=ok...
=a noite ligaremos, esteja pronto. Você não será preso. Apenas
cumpra o desígnio.
Depois que desligou o celular. Não ficou exatamente nervoso.
O pensamento que tinha era sobre o ato que deveria ser concretizado. Não queria
de forma alguma que alguém pagasse por seus erros.
A alguns meses atrás havia se envolvido em uma ordem secreta
na universidade. Queria saber como funcionava e se sentia atraído pelas confraternizações
que aconteciam em dias especiais. Era tudo nada demais. Pessoas reunidas para
beber e socializar. Ideais discutidas com irreverencia e poemas recitados de
outros e de autorais. Havia dias onde se tocavam músicas populares como também músicas
inventadas no momento. A alegria acontecia nos presentes.
Presumia ele que todos era inocente. Pessoas capazes e
esforçadas, mas também haviam as mais relaxadas. Parecia que naquele ambiente a
vida já estava ganha e o que restava era aproveitar os dias na faculdade.
Havia dias também em que todos traziam comidas e bebidas. E alegria
novamente se instalava. Não havia sequer desconfiança entre os participantes. E
isso era bom. Já tinha entrando em outras faculdades e isso nunca lhe havia
ocorrido. Pessoas desconfiadas e tolas em pro de algo em comum. Mas insuficientes
unidas. O desestimulo o abateu e desistiu do curso no terceiro período.
Tinha um ímpeto por mudanças e nessa gana se envolveu com o
obscuro mistério que cerceava aquelas confraternizações. Descobriu por acaso
que eventos trágicos ligados a políticos tinham relações com membros daquela
ordem.
Quando comprovou sua tese, perguntando ao tal membro da
ordem, descobriu de fato quem havia provocado tais assassinatos. Se entusiasmou
com a ideai, mas não esperava que fosse designado a cometer tais atos mortais.
O dia
Na soleira da porta da sua casa estava uma caixa com a
pistola e nela um bilhete enrolado no cano grudado com fita escrito não retire.
Um outro bilhete na caixa estava marcado com um x. nesse estava escrito no
canto inferior leia. Estava contido instruções dizendo como deveria prosseguir.
A carta dizia que deveria se manter calmo e que no final da operação
ele não seria preso.
Isso o deixou perturbado.
Mandava que estivesse as seis na frente do hotel. E que
camuflasse a sua arma. E que quando efetuados os disparos, se entregasse a polícia.
E que dissesse no interrogatório que aquilo tinha sido um ato político. E se
perguntado sobre a arma, falasse que foi obrigado a cometer o ato.
Então fez como foi pedido. Cometeu o crime e se entregou. O político
era o prefeito de uma cidade. Que estava sendo investigado. E estava ali no
hotel num encontro que tinha com outros dos seus comparsas.
Na delegacia falou tudo. E foi solto depois de um telefonema
ao delegado.
O morto era um político corrupto. Que a anos estava sendo
investigado por diversos atos suspeitos. E assassinato dele significou o fim
das investigações quando surgiram outras provas de crimes a ele relacionados.

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