Aqui ficam as humildes reflexões de um filosofo e amante da liberdade. Amante da arte e da poesia. Amante da paz, mas que sabe que vida é uma pedra que rola a montanha, querendo parar.
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Passados estranhos
Nunca se viu o que aconteceu no passado, não se tem ideia do que se viveu naquelas épocas, o que se sabe é que algo aconteceu e o que sabemos ainda não nos é suficiente para entender os fatos, momentos, relatos e recordações.
O passado é um mistério, é por se assim ainda há que os proteja e que os ludibrie, existem ideias de força que se movem através de planos e teorias, apenas detalhes do todo, algo em torno de esquecimentos voluntario, páginas esquecidas e rasgadas, fundamentos refeitos para agradar interesses escusos.
Quem afinal deseja que algo não seja dito, que algo não seja revelado, ou talvez seja por que há tanta, tanta coisa ser dita, que por ser tão vasta é esquecida, obliterada e abandonada.
Essas lacunas, esses espaços abertos por onde não ser passa a inteligência, da raiz a incoerência, e o que ocupa esses espaços são sentimentos, são emoções, a ignorância também é romântica e usada de forma perversa ergue petulantes revoltas, e que podem ser destrutivas, dando força assim a apelos de oradores emocionados que esbravejam contra o que não se sabe.
Quem tem o interesse em esconder as leis da vida, e também tem interesses em ludibriar o que é certo, correto, bom e saudável. Se formulam ideias e projetos em meio ao caos, a desordem, a degeneração, e daí se planejam teses, do bem e do mal, por algo aconteceu, algo fez-se tornar na realidade, algo era preciso acontecer. E por isso algo deve ser questionado.
Se retira das ruinas reflexões do passado, não se esquece o passado, é preciso coragem para saber o que deu os motivos dessa ruina, é preciso ser sábio para distinguir no tempo aquilo que prejudica e que maltrata, e como tudo no tempo algo aconteceu, que degradou, de alguma forma, espiritual, moral, econômica, individual, coletiva. E nessas circunstancias se forjam ideais de revolta, ideais que busca a manutenção da paz, da ordem, da harmonia, da virtude, não se é possível viver na decadência por muito tempo? Com todos nossos estudos e saberes, já se pode dizer que sim.
Que tal viver sendo enganado? Ser ludibriado diariamente, vendo nada acontecer, vendo o mundo desabar, vendo a vida ruir, estando desarmado, mas envolto de prazeres passageiros e instantâneos, e romances sexuais, o sonho apaixonado de um amor, um desejo de prazer para esquecer os apelos da realidade sobre a vida na ilusão. Como ter conhecimento, se está difícil ler, se está difícil encontrar motivos para a mudança. E assim nada muda, a história tem seu lado ocultado, o conhecimento e o saber obscurecido.
O poder determina o que quer ser para si, é o próprio poder que define suas regras, ele precisa de escravos, de pessoas subjugadas de forma decidida, que não reclamem a sua condição de enganados. É preferível ter prazeres.
O poder divide e assim tem mais força, ele ataca as trivialidades, ele colabora com teses sobre separar, se não se pode juntar então se segrega, até o limite através do ódio. Enquanto dormem armados, e bem acomodados.
O poder dá a entender que dá a outros a possibilidade de mudança da realidade, até da, mas com a condição de que não se toque em seus termos, mas mesmo assim que saberia, se a história já está esquecida, e o saber dividido e os interesses programados. Está tudo como planejado.
Assim a história serve a uns poucos, aqueles cujos interesses não querem perder. O resto, é ideia, e história manipulada para dá entender sobre algo limitado, e os que se aproveitam dessa história limitada pouco sabem, pois já estão divididos em interesses românticos.
Existe uma história estranha no passado, mas para saber é preciso muito, um esforço para sair da realidade forjada do mundo como nos contaram, cheio de paixão essa história é romanceada. E pouco logica, ludibria a inteligência, a razão e o amor. Ela promove a discorda, a violência e a degradação. Para que assim, fiquem no topo aqueles que escondem a verdadeira história.
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