domingo, 22 de dezembro de 2019


Terror qualquer

De uns meses para cá fui assomado a percepção fatalista da existência, mas não fiz isso voluntariamente, fiz isso com a colaboração de programações que me induziam crer que o mundo estava caminhando para o caos iminente.

Então minha mente começou a assimilar essas projeções catastróficas, ao ponto que não conseguia mas dissuadir da realidade essas imagens do fim, fazendo com que minha existência ficasse cada vez mais perturbada. Além de ficar em estado de pavor e atenção constante, ainda havia a intenção metal de superioridade, tendo que poucos sabia do que se tratava o fim iminente da civilização.

Quando andava nas ruas para fazer alguma coisa, meu comportamento era outro, o que havia em mim era um temor e sentimento de derrota, “o mundo vai acabar” e o que poderia fazer.

Observava a existência comum e as pessoas seguiu pacificas, mas era estranho pois mesmo assim eles também tinham algo de estranho nas suas ações. Será que era não era só eu que estava alucinado. Talvez eles estivessem nos seus recintos também observando esses tipos de mensagens, e com medo de tratar em público conversavam isolados sobre esses assuntos.

A verdade é que havia uma atmosfera de temeridade que estava pouco a pouco grassando a alegria e a verdade.

É importante pensar que esses sentimentos de desgraça não eram incomuns, todos anos surgia alguma coisa a se temer. Mas nos anos passados a ideia sobre esse pânico tomou proporções alucinantes, muito devido a ampla divulgação de teses, imagens e vídeos, que assim promovia esse pânico.

Também havia quem pessoas que não se importasse com isso. Pessoas que quando alarmadas diziam, isso é coisa para nos deixar estressados. Para nos deixar em pavor. Para que medidas centralizadas possam ser implementadas a fim de pacificar o povo.

Então havia na sociedade esses crédulos e incrédulos. Eu estava entre os que acreditavam. Observava vídeos catastróficos, e pessoas que estudavam assuntos diversos, alertando para a violência que estaria por vir. Mas então comecei a ouvir outros também, aqueles que diziam que era apenas temeridade desnecessárias, e esses pareciam ingênuos, e descrentes da miséria humana, ou melhor, acreditavam na miséria, mas há que pudesse ser superada.

Mas ao mesmo tempo observava nos que divulgava o temor, o alerta sobre forças ocultas que se expandiam sobre a existência, forças essas além da compreensão, controladores das economias, e divulgadores propagadores do caos, e que não pareciam ser meras coincidências. Estava acontecendo neste período, diversas ondas de agressão. Era o que se divulgava, a miséria e o sofrimento muitas vezes eram explorados pela mídia, e poderia haver pessoas com dinheiros bancando essas ondas de temeridade e pânico. Como disse, a mídia comercia, aquela mídia, que divulgava nas televisões e jornais, tinha interesse em criar essa atmosfera de pânico? Ou eram apenas relatoras da história contemporânea.

Então comecei a ter náuseas, e sonhos estranhos. Pesadelos de mortes, corpos, pobreza e miséria. A minha mente estimulada pelo pânico, e o vício que vinha absorvendo fizeram meus pensamentos produziram esse mal-estar em meu corpo e mente.

Em uma noite que chovia bastante. E os pesadelos tomavam minha mente, meus sonhos de desgraça e o suor frio, eu não acordava. Uma sufocação, aperto no peito, o terro na minha imaginação. O mundo desabando, e o controle da vida nas mãos do governo, o estado reprimindo as manifestações, corpos no chão, pessoas sofrendo. O dinheiro não valendo nada, nada para comer, as prateleiras vazias, decadência e ruina da civilização.

Acordei as três da madrugada, e a chuva era pesada, uma tempestade que caia e raios que também estouravam com seus trovões. Tomei um copo d’água e sentei, próximo da janela observando o tempo, a chuva fazia seus reflexos na luz, até que faltou a energia.

No escuro somente o céu com seus raios e trovões brilhavam. As vezes caiam raios que fazia tremer o chão. Pensei que o fim de mundo estava se aproximando e que aquilo, aquela tempestade era o seu preludio, que no amanhecer o terror estaria instalado.

Então, uma forte vertigem me abalou, e me fez tombar.    

Acordei, com a TV ligada, e chiando em um canal fora do ar. Chovia, mas não com a força que tinha durante a noite. Sentei, e pensei que deveria para de pensar e que deveria voltar meus estudos e trabalho para coisas menos catastróficas, pensei que agora era desnecessário pensar em cataclismos, que deveria me preparar, me munir de certezas e de habilidades, de um pensamento calmo, para que o terror não me levasse a cometer erros involuntários.

A lição que tirei dessa aventura dos pensamentos catastróficos, é que as ideias obsessivas podem nos tornar frustrados, e autodestrutivos. E que poderia ser outra pessoa, mas otimista, e menos preocupada e que poderia estar aliando meu tempo a afazeres e a liberdades de ações. Os pensamentos quando são condicionados para a decadência faz com que nos tornamos decadentes, e sorumbáticos. É preciso dividir, é preciso saber diferenciar a realidade, e entender como funciona as ligações.

Enquanto a TV que estava ligada, ela deve ter ligado quando voltou a energia. E por estar num canal fora do ar, era provável que as emissoras ainda não tinham ainda ligado.

A humanidade está em transição, quando antes não tínhamos conhecimentos difundidos dessa forma, quando não tínhamos inteligências ampliadas, ficávamos a mercê de poucos meios de informação, e poderia ser que o terror era amenizado, ou não. A verdade é que a realidade não mudou, as pessoas continuam a viver à sua maneira, e evitando sempre que possível o conflito, pelo menos aqui, a evitar a catástrofe. E essa é a razão pelo qual ainda estamos nos mantendo civilizados.

Aconteceu ao meu ver, a quebra de um paradigma antigo, o paradigma do monopólio da informação e do saber, o mundo, ou melhor, a percepção ampliada do mundo agora estava divergindo contra uma massa de inteligências não programadas, que desvinculadas agora, poderia quebrar o monopólio das mentes e com isso, promoviam o caos no imaginário. E que por sua vez enfrentava um problema de relações com o grande público que agora aprimorava seus saberes individuais.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

sonhos pesados


até ela tinha olhos famintos
mas sabia conter seus lábios quando mordia
sentir era na pele que derivava as causas
amor e sentimentos que desdobravam em sua sombra


havia o luar brilhando
e ela sentia a vitória
o grande desejo sempre eterno
de beleza que tinha e nunca havia deixado
desde que soube amar a si


a beleza eterna e distante
a agua que banhava o sol
e fazia os traços de seu corpo
as curvas banhadas pela alegria


que ela tinha em viver

domingo, 15 de dezembro de 2019

verdes e sinceras no apagão


Quando tomou o livro emprestado da dona Claudia, ela disse antes de ele abrir a porta para sair, que poderia ficar com ele e disse também, que não amava mais o tempo como antigamente e que esperava amar o café quente adocicado.
No caminho pensou um pouco no que ela havia dito, ela sempre falava coisas que só fazia sentido quando estava sentada na mesa tomando café e desenhando traços, não medias palavras para escrachar seu descontentamento com os absurdos do mundo contemporâneo e culpava os professores pela decadência da vida humana. Eu achava isso uma perda de tempo, essas reclamações dela, mas ela sempre estava disposta comentar outros tipos de coisas e filosofias. A mulher apesar de ter uma formação em licenciatura portuguesa, tinha apreço pela inteligência que acumulara com as leituras que fez fora da faculdade. Era isso um paradoxo. Ela tinha dado aulas por vinte anos, e descobriu então que fazia parte de uma miséria acobertada por demagogos e pedantes cheios de retoricas politicas. E para ela isso era o problema. O amor ao questionamento havia sido delimitado por ordens externas e regressivas.


O livro que ela me deu se chamava "torre do céu e carmesim" era de um autor africano, o livro segundo ela me disse foi baseado num tempo de guerra tribal da antiguidade. Um conto sobre sonhos e pássaros gigantes e girafas que viviam em montes e brilhavam na luz do sol. Quando ela me falou sobre isso, fiquei admirado, eu gostava de ler, fazer leituras do mundo me dava um prazer enorme. Foi por isso que peguei o livro.


Sempre que terminava um livro ia até ela, que sempre me oferecia boa proza, e lanche. Ela gostava de mim e disse um dia que se casaria comigo se não fosse uma velha, e que quando a filha dela se tornar solteira, vai ser eu a sua primeira indicação. "Gosto de homens que leem" foi o que ela disse. Seu marido já havia falecido e encontrado a paz foi o que disse, ele dizia, era perturbado com o universo das coisas também, quando não estava pintando era resmungando alguma coisa contra o estado ou contra politiqueiros. Ela sabia por que aprendera com ele, a estrutura do universo, e por isso herdou essas angustias, mas nela ainda era leve, quase como um prazer de não ter nada melhor para pensar, por isso soltava umas guerras, mas seu coração era de paz, e nunca arranjava briga na rua. Sua educação literária permitiu se conter e somente agir com garra em momentos certos para batalha.


Para jovens destruídos ela buscava dar o mínimo de orientação, para que não agissem como mandam os burocratas do ensino. E assim adquiriu alguns entusiastas de sua palavra. Enquanto emprestava livros para eles.


Atravessando a rua num sábado, fui até a praça comer pastel, sentar e tomar refrigerantes, para poder também abrir o livro e já começar a apreciar a leitura.


Com o pastel na mão, na primeira mordia a energia da cidade sofre um apagão. Ainda era tardinha mas brevemente iria escurecer. O sol ia se pondo e jogava seus últimos raios no verde do gramado que ficava num monte. Fiquei observando isso, e pensei no que dona Claudia havia dito sobre a frase de seu marido, " a beleza encontra paz até mesmo quando a noite vem". Me pareceu interessante, essas palavras para o momento. Seu marido era um amante da vida foi o que disse, e que lia vorazmente qualquer coisa do mundo, e sabia que podia ser mais lendo e escrevendo, decifrando o enigma da existência e da realidade. Ele sabia que amor era uma formula de paz. E mesmo assim era algo que deveria ser recordado sempre, e nunca esquecido ou diminuído. Era nas palavras e nos romances que podia descobrir o segredo do mundo, e dos humanos, o segredo para ter paz, ação, liberdade e paixão.


          

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

passagens


uma terra que vira
sobrepondo os sonhos da vontade
a eterna vontade de um mar
que podia ser e que podia estar


mas espera nas margens
as passagens da lua onde pode deitar
o som da luz que quebra o canteiro de flores
fazendo auroras de séculos brilharem


na noite que respira
o desejo de uma calma além
e se ela permanecer no sulco do céu
a capa da noite que te abrace deitando


vinhas de calor
os olhos perdidos do amor
passagens de horas esquecidas
que poderia ser uma só razão para ficar


mas que ainda sejam ilusões
poderia ser verdades se pudesse
desmerecer aquilo tudo que tem
como castelos de areias firmados em pedras macias
a agua que ali alcança
são visões de universos
que nascem e morrem na lembrança
do que não foi vivido

quinta-feira, 29 de agosto de 2019


 

Jaze solitário

Perdidos sem alma da rua que traçam

Caminham nas sombras buscando a luz retalhada

O que vier o espectro do rato

Vira o sonho no cadafalso

Se encontrar um mar azul

Não terá luz para comtemplar

 

Deitou na beira do rio

Era escuro o dia que adveio

Que noite boas agradeceu

O fim que nunca vinha era um alento

Se amar era estar vulnerável

Aos mitos da paz que o paraíso te herdara

Que vejam o retumbante som

De trombetas divinas da escuridão

 

Nunca conhecera alguém em sua mesa

Mesa de bar de bebedeiras

Ela vinha e tirava seu tempo

Sumia e no outro dia trazia um pedaço do bolo

Que sua mãe fez

 

Quando acordou de uma noite de doses de whisky

Sabia que tinha um tempo a mais de vida

Acreditava nos olhos que via

No som que trazia

Que lembrava de onde vinha

A presença calma de uma mulher doce e macia

Um anjo, ou deusa como queria

Para acalentar o ser afastado do universo material que ali se consumia

 

Era o mesmo de eternos paraísos

Antes de que a guerra o confundisse

Antes que não houvesse nada próximo

Que o retirasse as esperanças do novo amanhã.

quinta-feira, 11 de julho de 2019


Perdidos alquebrados

 

Que derrames de agua no poço se ouvia?

Derrames de suco da garrafa perdida

Se ouvia também o som do riacho

 

Os passos cadenciados de bailarina

Saltando entras folhas gigantes de palmeiras e coqueiros

Olhou para baixou e viu o ser costumeiro

Presencio a mulher seminua fazendo diques com os seios

Um outro olhar para o céu e esqueceu o que viu

 

Tinha um gavião voltando com um rato nas garras

Seria seu almoço naquele dia de sol, vento e fúria

Ela sorria para o grilo saltitante que saltava com ela pelos espaços

Diminuiu e crescia como átomos e colinas

 

Abraçou num momento o pato macho

Deitou em outra noite com o homem no riacho

Amou uma mulher enquanto ela fazia o laço

Seu costume não era nada civilizados

 

Não tinha rumos

Não tinha lados

Era o espirito da natureza

Com sua forma doce feminina

Luz e escuridão com olhos matizes de sépia

De pele, um dia branca em outra morena

Amava sendo negra sorrindo ao luar com os guaras

 

Soltava as folhas e corria com os ventos

Queria um beijo quando não podia dar

Sua fúria era uma tempestade, uma chuvarada com raios

Arrebentava com estrondos, desabava arvores e gados

 

O homem solitário viu tudo aquilo da janela do sitio

Não podia fazer nada

Ela a natureza jovem sempre

Apareceu atrás dele

Nas suas costas ela seduziu com beijos nos ombros

Eles deitaram e se amaram enquanto a tempestade caia

 

A chuva molhava o sertão

Enquanto se amavam

 

Ela sumiu

Para ele era só mais um sonho

Ia contar para todos até ninguém mais acreditar

 

Ela ia voando agora para outro lugar

Para florestas

Mares

Campos

Montanhas

Mais outros ela ia amar

 

domingo, 7 de julho de 2019

O sangue que se verteu
no doce sagrado abono da beleza
E a miséria da opulência que espera
O abraço na cama onde a luz reverbera
A janela e sua moldura de vidro aberta
O sonho feito de mar de rosas
Seu amor no deleite e a calma onde a sombra mora
 
Uma vez ou outra um delírio
Um beijo na taça de vidro
Um beijo no vinho frio
 
Quando vi eram quatro horas
Sua formosa pose atrás de seus amores
Fazendo graça com as mãos
Escrevendo textos em vãos
Apertando o corrimão enquanto descia as escadas
La embaixo olhou sorrindo para o alto
E disse vou logo antes que acabe e volte comigo
 
Quando encontrei sua garrafa de cristal
Tinha umas laminas de ouro
Igual a calcinha e suas rendas douradas
Aquela que tirei na madrugada a meia luz
Pude ver ela brilhar, refulgir
As suas meias também tinham laços
Opulência no seu olhar eu descobri
Desde o primeiro dia que te amei
Naquele abraço forte que te dei
No dia em que apertou minha mão eu entendi

sábado, 29 de junho de 2019


O quadro que se desenhou

 

Aqui nessas terras muito já fez e já produz, ainda temos qualidade de vida excelentes. As coisas podem ser assim meio caras, porem sempre se dá um jeito para melhorar as compras. Mas as coisas materiais da vida nessas terras não são suficientes para explicar a falta de espirito que lhe dera.

Muito já havia de ter dito sobre exceção da alma. Não a alma e nem espirito nessas dimensões. Como dizem isso são apenas criações demarcadas de furor religioso. Nada impede um desejo por outro desejo a não ser a fantasia extenuante e que descarrega seus apetrechos epistêmicos no desvairo da incompreensão. Não se quer. Quer apernas a sensação, afinal para muitos ou poucos, as coisas podem acontecer, dependendo relevância pessoal ser elas podem obtidas, dependendo do grau de anseio são conquistadas.

Acontece que a história tem um papel de relevância impar na construção do saber formal. Quero dizer sobre algumas coisas que não são bem assim formais, o teor dessas ideias é muito mais divagador. Mas são exteriores ou melhor tem flashes com o universo em volta nesse lugar. 

A muito somos expostos a uma cultura plasmada no amago mais que não se substancia a ponto de serem intrínsecos. São fulgores passados em memorias e literaturas, mídias, musica, estética. Me refiro a cultura da violência, uma cultura associada a ira natural, aquele que ocorre com a insatisfação e subitamente torna tudo repentino e agressivo furioso.

Mas não é isso é algo mais e não muito palpável. Ele é sentido no peito e as vezes na consciência.  Porem também não é sentido. É um sonho maquiavélico e perturbador. Uma agonia que se alastra com sorrisos e trabalhos concedentes.

O que afinal permanece nas mentes que condizem com o caos disseminado. Que violência se supera e se integra ao devir histórico e diletante e que ocupa o cargo de entusiasmo de desejos por reivindicar decisões por outros.

Muitos feridos de ambos os lados, não restam dúvidas. Feridos na pele e na alma. Em seus espíritos, e a angustia sobressalente, quanto a resposta obvias não são entendidas. O que afinal move a percepção de que é assim e como poderia mudar.

Desde tempos, e décadas, um apreço pelo errôneo. Um discurso sobre o escancarar da moral, onde não a lugar para a moralidade. Um espaço de linhas finas que se emaranham no entendimento de que algo possa ser entendido com facilidade e compreensão necessárias a interpretação justa da realidade. Quando não se apega ao sentimentalismo vago, a razão delibera princípios que busca a verdade. Mais o que ocorre não é exatamente isso. É algo pior, mas, no entanto, comum, algo diletante que advoga sobre anseios românticos a veracidade dentro do sentimento. E isso é plástico e histriônico. Volúvel ou maleável. Passível das contradições por ser a própria contradição dando lugar a negação ao mesmo tempo que postula mensagens de sanidade deglutidas como esteio superficial de um mar morto de feridos e escorraçados.

É visível a apreciação descompromissada. O lamento dos perdidos não vos alcança. O mundo é injusto e frugal. A partilha é involuntária e necessária, sobejam os desapropriados da razão, não por que vos falta. Mas por que lhe retiraram o poder para telas. Mas veja só, não está tudo perdido. Está tudo delimitado segundo regras progressivas e caóticas. Desde as estancias mais distantes do entendimento social. As mais baixas casas de pau a pique, passando por casa comuns. O sentimento é imperativo mais não é dominante. Se estende nos anseios perdidos de gente jovem que muito quer. E a não ser que se alheie aos estabelecidos se consomem.

Mas diriam os estabelecidos. É assim. É assim. Sim pode até ser porem não é algo que possa dizer como é assim mesmo que funcionam as coisas. As coisas que quero dizer são as ações e atitudes saudáveis e produtivas, necessárias para o viver.

E como é isso? É a promoção do bem-estar e estabelecimentos de métodos para que o bem viver se acomode no pensamento comum, e o que ocorre é oposto ou menos que isso.

 Mas o bem viver de onde vem.

A uma certa negação da liberdade e responsabilidade individuais. A tempos atrás a verdade vinha como o amanhã, cheio de cantos de pássaros e o brilho fundamental que clareia a paisagem do real. Nada aqui está fora, como nada está dentro, tudo permanecer onde deve ficar ou foi posto. O nosso coração dilata com tanta emoção e nosso cérebro se expande ou esclerosa diante de certezas comuns. Em nome de um espaço vazio para se fazer concreto, o dissoluto anseio dos sonhos em primar na realidade fornece ferramentas de suposição. E concluem, ou advogam nessa realidade um lugar fundamental para os perdidos desejos.

Marcas publicitarias ou contos quais queres nada importa, para bem ou para mal o que fica é a nuvem dos sonhos que rebentam com tempestades os menos afeitos a razão, os que berra e birram ao senhor de armas.

Tarde ela esteve uma garota atraente era minha vizinha loirinha, uma doçura de mulher, nunca jamais esquecerei o dia que ela veio, chegou em casa era tarde de chuva ela veio, atravessou a rua, subiu a ladeira e a porta estava aberta da casa, ela subia a escada entrou na porta e disse cheguei.

 Ok, ok,  você chegou mesmo, estou admirado,. Vamos começar.

Ela se enxugou e ficou de blusa seca, e de calcinha. Era lindo ver como o tecido da camiseta cobria sua pele cor de jambo. Pele lisa e sedosa, superfície macia. Bela musa.

Sentamos na mesa. E conversamos cobra as convenções dos colecionadores e o mundo dos sonhos, a dúvida ocupou os nossos olhos por um momento, diante de mim seu sorriso cada vez mais fazia tudo tornar alegria, tudo era verdade, a chuva caia la fora e raios piscavam do céu nublado e chuvosos, era um estrondo, um paralelo sem imagem alguma distorcido, o céu estava grato e onde estávamos, a sombra nos banhava junto as luzes repentinas, era tudo o que queríamos o universo todo aos nossos pês.

Olhávamos e bebíamos a catuaba. Era leve, tive cuidado para que não sai nada errado. A diversão é que era importante, a alegria, seu sorriso e voz clara e bela. Mas um momento teríamos o nosso dia completo. A alegria deveria imperar.

Deitamos e juntos, fizemos amor inesquecível. Um imenso prazer, delírio, desejo carnal. Foi o que podíamos, o resfolegar das peles unidas pelo calor da paixão que arde no sangue. E o amor pulsante nas veias e nos sexos, recalcitrantes anseios pela liberdade de nossos prazeres.

Os órgãos sexuais cantavam a harmonia do verbo dito do gemido dela, consumíamos um ao outro arfando a paixão entre os corpos.

Mas do que nunca o dia foi especial. Ao final da nossa deliciosa transa transcendental. Descansávamos calados no silencio, ouvindo apenas a chuva.

A noite já tinha chegado quando acordei. Levantei silenciosamente e observei que ela ainda dormia. Sai e fui fazer algo para beber e comer.

Rapidamente preparei uma jarra de suco de graviola gelado. E saquei uns biscoitos de chocolate num prato. E comi também.

Pensei sentado e bebendo suco. Deus é muito bom, sou grato pela vida na terra, por tudo no mundo, e acredito muito que um dia as coisas vão melhorar com muita fé.

Aproveitei para meditar. Durante alguns minutos parei para fazer respiração. E relaxei os músculos. A tranquilidade veio com o suspirar naturalmente dado como resposta ao meu corpo dizendo estou muito grato e satisfeito.

sexta-feira, 28 de junho de 2019


    Por que? danças perdidas


Na natureza flamula de seus sonhos

Eram pedras invisíveis no caminho

Achava encontrar folhas na tristonha onda

 

Que vem teus cânticos de desejo e libido

Teu olhar perdido que encontra

A parede fria e som no quarto de seus amores

Gemidos e clamores

 

A sombra do fogo que se alastra pelo mar revolto

Onda e tremores da erupção devastadora

Era compreensível que não saberia lhe dar com as elevações da alma

Tantos seres humanos e criatura perdidas nesse rimbombar

Que alcança os céus que aturde a alma

 

Seu espirito volátil sabe

Que não entende o resto das canções

Mas para se manter sabido ignorante

Resolve acertar o céu com flechas

Até que um pássaro qualquer caia na sua razão

 

O som que fazia se silenciava no horizonte que pedia

Uma linha tênue de seus olhos grandes e sorrisos

Virou as costas

Pode das costas rendida ao assalto do coração

Embarcar numa viajem a mais de certezas tolas

O que fazer quando não se sabe

É jogar o jogo dos bazares

Um dia ou outro saberá que o céu e o sol incandescem o escuro

Mas isso alguém contou quando olhava a mata sem sentido algum

Enquanto a fumaça queimava e os grilos, besouros e ares

Giravam em volta e o raio de luz atravessava as folhagens

E a umidade fazia estalar as folhas secas amontoadas com os galhos e seus bichos

 

Sorria assim vendo um a um passar por si

Sorria ao levantar e seguir as escadas

Apanhando livros velhos

Amontoando em salas arruinadas

Disse que era o que podia fazer

Que a história estava perdia

Tudo isso só poderia vim de você

Num sonho esquecido

 

Quanto aos que corriam de algo

Os carros parados e a multidão em busca de respostas

Uns deitados e outros sentados

Tiros e pedras

Incêndio no galpão abandonado

 

Recorreu a antiga poesia eliota

Para fazer jus a passagens sombrias

Saberia de fatos os destinos traçados?

Não saberia que cada um assimilado

Estavam contrários ao futuro do indivíduo amaldiçoado

terça-feira, 18 de junho de 2019


Assim o trovão respondeu às perguntas feitas na Capela Perigosa. Foi doloroso buscar por tais respostas; será uma agonia obedecê-las. O Peregrino ainda titubeia, embora a árida planície tenha sido deixada para trás. Lança os versos sobre as águas. A Ponte de Londres está caindo: a ordem exterior da civilização se desintegra. Mas as ruínas não podem ser escoradas? E alguém não deveria começar o trabalho de renovação, espiritual e material, ao pôr sua terra em ordem: ao recuperar a ordem na própria alma? O mundo pode escarnecer e tomar como tolice tais aspirações; mas este é um mundo enlouquecido, minha especialidade. Finja ser Dom Quixote. Dê, compartilhe e controle; e a paz que ultrapassa todo o entendimento estará convosco.
"O progresso de um artista", Eliot havia argumentado:
é um contínuo autossacrifício, uma extinção prolongada da personalidade ( ... ) quanto mais o artista for perfeito, mais perfeitamente à parte nele estará o homem que sofre e a mente que cria; mais perfeitamente a mente digerirá e transmutará as paixões que são o material. ( ... ) As impressões e experiências que são importantes para o homem podem não encontrar lugar na poesia, e aquelas que se tornam importantes na poesia podem ter um papel desprezível no homem, na personalidade ( ... ) Não são por emoções pessoais, por emoções provocadas por determinados acontecimentos na vida que o poeta é, de certo modo, extraordinário ou interessante ( ... ) A poesia não é uma libertação da emoção, mas uma fuga da personalidade.

As palavras é que restam

É através delas que tenta iludir, e são elas que tentam a qualquer custo desmontar.
Tão simples fazer delas apenas pedaços de rastros perdidos e ingênuas elas são separadas usadas a serviço da decadência da verdade.

Fazendo um controle sobre elas, a noviligua expõe seus fracassos e rasos sentidos, o que pensar se ainda o medo se torna uma espiral da razão. Se não há como se separar do que foi enganado e deslumbrado onde nada mais pode ser refeito.

Mas nunca podem a não ser que tentem nos lavar a alma e o espirito até nos fazer esquecer tudo o que conseguimos lembrar e que nos trouxeram sentidos.
Para assim serem passiveis de nos manipular.

E quando a uma externalidade latente onde latifúndios tomam a alma e nessa ora o som dela se desfaz se fazendo perpetuar no sangramento da inteligência até que reste somente os sobejos da ideia que ficam cada vez mais difíceis de montar.

Assim decrepita se arrasta suas palavras e quando olham ela, dificilmente se busca um sentido concreto para sua existência. Fica cada mais difícil entender para onde vai seus rumos. Ela se deteriora a cada questionamento que fazem sobre. E nada assim faz sentido a não ser quando é lhe atribuído as supostas mentiras que nada dizem sobre a verdade do que era, agora que é um enleio de mentiras contadas e perdendo cada vez mais sua inteligência.

Até os que sabem manipular e sabem que ganharam na derrota o poder de dissuadir a verdade enganam os mais ingênuos e nubentes sábios, esses estão condenados a desentender a sabedoria que um dia ali havia.

Depois disso ler virou um sacrifício por que mesmo as palavras que ali  diziam são pouco a pouco esvaziadas de razão por supostos professorados que não distinguem a inteligência da emoção.

Poema

As palavras montadas em frases correntes podem ser usadas para mentir

As palavras usadas em frases correntes podem ser usadas para verdade

Essas ingênuas criaturas da sabedoria que ajudam a distinguir a realidade

Confrontam a ilusão

Confrontam a razão

Confrontam a liberdade e a prisão

Elas simples que são

Armas latentes contra a manipulação

Armas em punho fazendo a ignorância se dissipar.

E o silencio sua companheira ganhar uma forma para sua realidade

Mas o silencio das palavras também conforta a ser que aturdido lembra sempre que está esquecido.

 

Os homens decadentes manipulam

Os sábios as usam

Elas berram e expandem a inteligência

Reverberam o sonho na imaginação

Palavras de amor eterno

Palavras de ódio sem freios

Palavras usadas

Para o bem ou mal

Mas o mal sempre perde
E o bem prevalecera.

terça-feira, 21 de maio de 2019


A sonho perdido

Nessa vez que se faz palavra sua intenção como todas as outras era permanecer, incólume e invariável o sonho se apegava a existência da realidade fugidia, onde pudesse ir, seja para ficar ou partir, o sonho perseguia. O que de fato seria o tempo para o sonho perdido. Em outra hora era apenas desespero, em outra um pacientar de regozijos, mas nada lhe escapava até que decidisse ir e vagar novamente até encontrar outras palavras.

Desta vez derradeira, estava ela num copo vazio, por que lá tinha pousado e lá tinha se estendido. Variava no seu desperdício e quando assim de destilava até virar fumaça solida. Isso acontecia e atraia também sentimentos de desejo, e sempre que acontecia alguém difuso e perdido era magnetizado por esses anseios de sonhar. Trazia esperança e mais angustia, quando nada podia, trazia alegria.

Um incauto sonhador, um desses que permanecia da aquarela dos pintares, fazia sempre imagens distorcidas da realidade. Bebeu no copo onde repousa o sonho perdido, quando tomou as doses misturadas de álcool e sonho perdido. Um instante de languidez, e um soar de alegria reverberavam a mente acostumada ao som da tinta. Era provável que poderia padecer entorpecido, pois depois da primeira talagada exigia seu corpo mais e mais antíteses dos seus devaneios. Não era o que esperava naquela tarde qualquer, era uma exigência comum, mas a surpresa diluída no copo o estendeu ao furor efusivo. Em pouco tempo de bebidas no copo do sonho perdido, já havia feito amigos e inimigos.

Quem não gostava de ver um sujeito pintando o plasma dos seus olhos retinindo a alvorada da lua clara no horizonte infindo da floresta. E a quem negaria a razão disso tudo por que para si não fazia qualquer sentido.

Mas pouco importava se faria a diferença alguma na realidade. todos ali naquela comunidade faziam a sua parte até quem nem sequer se metia fazia algo necessário, seguir suas próprias vidas. Mas quando um pintor qualquer de aquarela se esfuzia a visível satisfação no ar.

Desta forma até o fim o sonho perdido, se desfez e se concretiza no olhar de aquarela desenhado no quadro. Mas ela não ficaria ali por muito tempo até que se bastasse e se desconfortasse em alguns minutos. Até a alegria do pinto se assemelhar ao horizonte distante e divagar sobre por que viver isso e se deitar.

Assim mais uma vez o sonho iria percorrer copos, livros, letras, pinturas, e todo o tipo de anseio, ou mesmo na oca toca de um índio relaxado ouvindo permanentemente o som das florestas.

O acaso estendido

Paragens frias em ruinais rudimentares, um descaso qualquer com a verdade ela diria. O que derivaria sua ambição pela não encontro com a razão apenas o desejoso lastimar de confiscar a inteligência de entrega a erros somados. E de tão somados que são aparentam ser algo de certo.

Quando descia as escadas lembrava que não vivia bem e que não acreditava que seria importante algum dia desses. Encarava a morte e a vida sem olhos para isso, sem dúvidas extensas para impressionar a si. Vagar pelo irreal e sonhar o deslinde factual da razão. Que errar no princípio já era uma saída num lugar, no espaço do cadafalso engano sobre a própria inteligência.

Dessas ocasiões encontrou um bilhete na marcha que erguia suas ambições. Era uma marcha fúnebre de mentiras diletas, e que sensibilizavam o interesse das massas que persignavam suas doenças pela falsa orquestra da vida.

Achou no chão o recado que não era para si, era para alguém perdido como ela, mas que tocou seu coração. Estava escrito “ sonho perdido”. Ao ver isso nada importou, o desregramento da dimensão que estava era a verossimilhança como o próprio descaso com a insuficiência da vida.

Para entender o que havia acontecido.

Muitas horas mais a cedo, não tinha dormido bem. Pensamentos difusos alastram sua mente, pervertendo sua memória e dilacerando sua consciência. Enquanto isso algo acontecia nas ruas. Chovia e o noticiário alertava sobre deslizamentos da encosta, e que o mar furioso derrubara uma ponte, com isso congestionamentos atrasavam a vida dos comuns. Isso não era incomum, mas havia algo afetando sua sensibilidade e arruinando seus sonhos. Era a chuva que caia? Ou mesmo o clima travando qualquer expectativa.

Esperou até que tudo passasse, e no final da tarde depois de passar o dia deitada, não havia mais por que não tentar. Se arrumou as pressas, um convite havia sido feito, e comparecer com os manifestantes podia aliviar sua tensão pessoal. Talvez era sobre isso que o cosmo lhe importunava.

Todas essas coisas e mais um bilhete perdido para alguém perdido. Foi isso que pensou. Quem escreveria tal frase e por que? Foi preciso para e como se fosse estilhaçado as lembranças e confrontos com a razão pudesse enfim deslindar o mistério que lhe assolava a mente e o espirito.

Lembrou de uma conversa com um jovem desconhecido, ele tinha lhe informado dias antes que tudo não era o parecesse ser. Era uma armação sobre inteligência, ela se pôs a rir. Não havia como aceitar. As dores que sentiram por outros eram mais fortes que sua razão e sentimento. Sempre poderia entender de outra forma como um cliente de interesses rasos e não se persuadir por qualquer dissidência.

Mas era o que estava acontecendo. Se sentia como um gado no caminho para a morte. Se sentia como um ser desprezado que exigia um reconhecimento do seu langor e fúria. Que nada podia contra a realidade abjeta que concordava. Era o fim diante dos olhos escritos num bilhete.

Saiu da turba, abriu uma garrafinha de coquetel de pinga com limão que estava guardando para o final. Um de seus amigos chegou próximo e perguntou o que havia acontecido? Ela disse “eu não entendo mais por que faço isso, eu não quero mais estar aqui” ele falou “beba mais isso pode ser repentino”.

Depois que ele se foi. Um silencio tomou a existência, tornou a beber, mas o silencio a confortou. Nada era preciso fazer agora, tudo era inútil. Era preciso desistir e pensar novamente. Lembrou que havia muito tempo perdido em seu caminho, sorriu e bebeu até o final, observando os manifestantes passarem.
Ficou levemente embriagada e decidiu com um sorriso na face descansar para sempre até o amanhã chegar.

quarta-feira, 8 de maio de 2019


Coração que levou uma bala.

Estava demorando a acontecer esse evento, mas era de se esperar que um dia isso fosse acontecer. Sempre esperando a razão se desmoronar e mesmo ressequido de ideias e teorias não conseguia se estabelecer moralmente e perdia-se a qualquer hora por caso se encontrando com algum suposto adversário. Mas nada importava o que fazia estava sempre meio perdido e buscava um jeito qualquer de subsistir. De se manter na realidade mais essa em que vivia não era mais engraçado não tinha tanto sentido. Descobriu de tanto estudar que vivia numa realidade de fantasia, mas não era a fantasia alegre de crianças era outro tipo de realidade. Uma fantasia de mentiras contadas inúmeras vezes que pareciam verdades de tantas concordatas que se afirmavam.

Era difícil que pessoas muitas vezes seduzidas pudessem se rebelar contra aquela ordem. Quando confrontadas elas demonstravam duvidas e resistência ao que poderia ser. Quando isso acontecia era possível entender que não havia vontade de mudança de questionamento. O que havia era o sentindo de permanência de se manter de realizar o traço sugerido e transformá-lo quando fosse possível. Mas até isso era difícil a absorção da inteligência e a ambientação de um suposto universo condicionava a verdade. E essa passava despercebida entre os seres que persistiam em volta dela. E assim continuavam alimentando perguntas que nunca tinha respostas.

Por anos absortos na dúvida via descarrilar a vida que se abria diante da tarde que fugia. Não havia vontade e motivos para preencher a razão e isso era algo pareado com a negligencia de se manter são. Mas a verdade era que não poderia. Por estar sempre em pedaços consigo mesmo. Arrumando os cacos da sua razão era sempre alguém a ser controlado. A ser empedernido argumentava somente consigo sobre razoes diversas e se sustentava com reflexões possíveis. E o resto inalcançável era pouco caso de si.

Compreendeu a razão manipulada que espezinhava a inteligência e essa situação subjazia devida a obra antiga de controle mental da inteligência. Obras feitas para persuadir e dissimular a realidade ao mesmo tempo resguardando resquícios de saberes racionais, mas que refeitas para facilitar a corrupção da mente.

Quando entendeu essas logicas de controle revoltou-se, mas sempre era tarde demais para tomar consciência de algo. Todos estavam de fato manipulados e a carga de inúmeras responsabilidades inibiam algo novidade descentralizada.

Alertou alguns sujeitos da inviabilidade da realidade que se aceitavam desde décadas, mas o comportamento e as respostas seriam sempre de indiferença e incerteza.

O mundo estava facilmente controlado por interesses de domínio e manutenção de uma ordem obscura. Alerta sobre os desmandos dessa ordem era um absurdo. E também perigoso.
Nada poderia ser possível. Consumar-se até se adequar aquela prisão mental.

terça-feira, 7 de maio de 2019


É claro liberdade.

Ter a possibilidade de alcançar a saída e a chance de poder estilhaçar os com os interesses que mantem a liberdade.

Essa nunca deve ser abandonada, nunca desperdiçada jamais esquecida.

Quando se formou os estados, essa concepção de controle que desde então em tempos variáveis impondo a condição de violência a sociedade. Esses na augusta reminiscência buscavam se sustentar agredindo a liberdade cobrando taxações para se sustentar. Revelando seu poder e suas condições impostas para destituir o ser e sua vida em comunidade para excluir sua existência tornando-a passível de controle. E isso feito a décadas, milênios, consumando pouco a pouco a alma.

Mas ainda assim o espirito natural a própria vida se manifesta e mesmo que confusa ainda resistir ao controle do domínio dos estados que só pioram a condição de viver.

Políticos são os parasitas e decidem os destinos do povo. Através de regulações tolas limitam a liberdade e por estarem no comando da máquina estatal decidem quanto vão cobrar por existirem naquele lugar. Eles são os verdadeiros inimigos da liberdade.

Quando se instalam na máquina estatal. Agem igual a marajás, beneficiados pela bonança de impostos extraídos da população seja ela pobre ou rica, esses funcionários não devem nada com a população que devem atender. Exigem até mais para se manterem, como os preços dos custos da sobrevivência citadina aumenta, devida justamente a lógica da cobrança de impostos. Esses se aparelham em partidos e os financiam pressionando políticos parasitas a concretizarem suas mentiras de extração de riqueza. No final mais uma casta burocrática se estabelece. A classe dos funcionários públicos e políticos. Esses distante da realidade, não observam que as medidas que tomam lá do alto prejudicam toda população
Intelectuais mais arrogantes e perdulários se unem a políticos e parasitas funcionários para exaltar a ganancia e a megalomania de seus eventos. Valores altos são gastos com artistas consagrados e com agencias exclusivas de políticos. Artistas do mainstream se sobressaem no vulto da população. Enquanto outros artistas não pareados as ideologias políticas são escorraçados de oportunidades ao grande público, mas esses não desistem de ter a oportunidade de achincalhar com os criminosos do poder do governo.    
A luta das sociedades contra o estado permanecem no imaginário, mas não apenas elas são reais. As sociedades e os indivíduos unidos contra o domínio dos controladores. Por milênios estigmatizaram a liberdade considerando os seres humanos racionais e criando mecanismos psicológicos de aprisionamento mental. Com a criação de poderes fantasiosos a até esta etapa positivista que imbuia de grandeza falseada os membros do estado os funcionários. Que autorizados pela a espoliar as sociedades se revestem com a máscara do autoritarismo estatista destruindo e limitando a liberdade. Mas esta não se limita por que é ela infinita. A natureza inteligente conduz a razão e está se consagra com a paz.  Mas são as leis exteriores que aprisionam e reprimem a inteligência tornando o ser o animal primitivo e violento.